Ônibus para o Rio atrasam mais de 2 horas e revoltam passageiros no Sul Fluminense

Usuários relatam perda de voos, atrasos no trabalho e falta de informações

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

Quem depende dos ônibus entre o Sul Fluminense e o Rio de Janeiro voltou a enfrentar um cenário de caos nesta segunda-feira (24). Linhas da Viação Cidade do Aço registraram atrasos superiores a duas horas, deixando centenas de passageiros sem informações e provocando prejuízos para quem seguia para o trabalho, consultas médicas e até embarques em aeroportos da capital.

A manhã foi marcada por confusão nas rodoviárias de Barra Mansa, Volta Redonda e Resende. Passageiros relataram que ônibus programados para sair a partir das 6h simplesmente não apareceram nos horários previstos. Um dos casos mais críticos envolveu o coletivo das 7h25, que só chegou à Rodoviária Francisco Torres, em Volta Redonda, por volta das 9h25.

Sem qualquer previsão confiável, usuários permaneceram por horas aguardando embarque. Segundo os relatos, não havia registros de acidentes ou ocorrências nas rodovias que justificassem os atrasos.

Passageiros relatam prejuízos e revolta

A demora gerou bate-bocas entre clientes e funcionários da empresa. De acordo com testemunhas, apenas um guichê funcionava na rodoviária e um fiscal da empresa chegou a rir de uma passageira que reclamava da situação, aumentando ainda mais a tensão no local.

Entre os afetados estavam trabalhadores que precisavam chegar ao Rio de Janeiro no início da manhã, pessoas com consultas médicas e passageiros com voos marcados nos aeroportos da capital. Alguns afirmaram ter perdido o embarque aéreo, enquanto outros precisaram buscar alternativas de última hora, assumindo custos extras.

“É um absurdo. A gente compra a passagem, programa a viagem com antecedência e fica completamente sem informação. Quem tem voo marcado, como eu, não pode simplesmente esperar duas horas por um ônibus que não aparece, assim como a fiscalização, praticamente inexistente”, afirmou o engenheiro Josias Alves da Conceição, de 45 anos.

Para muitos trabalhadores, o atraso significou descontos no salário, advertências e dificuldades para cumprir compromissos profissionais.

Falta de informações aumenta indignação

Além da demora, passageiros criticaram a ausência de explicações da empresa. Durante todo o período dos atrasos, usuários afirmam que não receberam informações claras sobre o motivo do problema nem previsão para normalização das viagens.

Outro ponto que chamou a atenção foi a ausência de fiscalização. Segundo relatos, nenhum representante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ou do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) esteve no terminal para acompanhar a situação ou orientar os passageiros.

Problema antigo nas linhas entre o Sul Fluminense e a capital

Quem utiliza regularmente as linhas da Cidade do Aço afirma que atrasos, mudanças de horário e falhas na prestação do serviço são problemas recorrentes há anos.

A falta de concorrência nas ligações entre cidades como Barra Mansa, Volta Redonda, Resende e o Rio de Janeiro também é apontada pelos usuários como um dos fatores que contribuem para a repetição dos transtornos. Sem muitas alternativas de transporte coletivo direto, milhares de passageiros ficam dependentes da pontualidade da empresa para trabalhar, estudar, realizar consultas médicas ou embarcar em viagens.

A reportagem tentou contato com a Viação Cidade do Aço para esclarecer os motivos dos atrasos, informar quais linhas foram afetadas e quais medidas serão adotadas para evitar novos problemas. Os canais disponibilizados pela empresa porém, até a publicação desta matéria, não atenderam .

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo