Barroso assume presidência do TSE e afirma que talvez seja inevitável adiar as eleições

O novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou em entrevista ao Correio Braziliense, neste domingo (24/05) que talvez seja inevitável o adiamento das eleições deste ano. “Se, até meados de junho, a situação continuar semelhante à que se encontra hoje, talvez seja inevitável a necessidade de se adiar as eleições”, declarou,…

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O novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou em entrevista ao Correio Braziliense, neste domingo (24/05) que talvez seja inevitável o adiamento das eleições deste ano. “Se, até meados de junho, a situação continuar semelhante à que se encontra hoje, talvez seja inevitável a necessidade de se adiar as eleições”, declarou, acrescentando que quem “vai bater o martelo são os sanitaristas”.

Segundo Barroso, a decisão será tomada na primeira quinzena de junho, em conjunto com o Congresso Nacional. Da sua parte, resiste a adiar as eleições e não coloca a prorrogação de mandatos no radar. “A prorrogação de mandato é antidemocrática em si, porque os prefeitos e vereadores que lá estão, foram eleitos por um período de quatro anos. Faz parte do rito da democracia a realização de eleições periódicas e o eleitor ter a possibilidade de reconduzir ou não seus candidatos”, diz.

O ministro explica que eventual prorrogação de mandatos, caso as eleições sejam adiadas para além deste ano, não encontra respaldo na Constituição. Mas que poderia ser autorizada, em caráter excepcional, por emenda aprovada pelo Congresso.

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