A Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo, foi alvo de um roubo na manhã deste domingo (07). Dois criminosos armados invadiram o espaço cultural e levaram oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari, todas pertencentes à exposição Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna (MAM).
As obras levadas incluíam pranchas de Matisse pertencentes ao conjunto ilustrado do livro Jazz, além de gravuras da série “Menino de Engenho”, de Portinari. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa informou que todas as peças estavam seguradas e que o acervo era monitorado por câmeras de segurança. Os materiais foram encaminhados às autoridades para auxiliar na investigação.
Segundo a Polícia Militar, os assaltantes renderam os seguranças do local e fugiram em direção à estação Anhangabaú do Metrô. Apesar do patrulhamento imediato na região, nenhum suspeito foi localizado até o momento. Não houve feridos.
A biblioteca — a segunda maior do país e a maior de São Paulo — completou 100 anos em 2024 e recebeu mais de 207 mil visitantes no último ano. O perfil oficial da instituição havia publicado, na véspera, fotos da exposição, nas quais é possível identificar as obras que estavam posicionadas exatamente na área onde ocorreu o roubo.
Ataque se repete
Este não foi o primeiro ataque ao acervo histórico. Em 2006, a Mário de Andrade teve doze gravuras raras do século 19 furtadas. As peças, parte do livro Souvenirs de Rio de Janeiro, do suíço Johann Jacob Steinmann, foram recuperadas pela Polícia Federal somente em 2024, 18 anos após o desaparecimento.
A Polícia Civil investiga o roubo deste domingo e tenta identificar os autores do crime.






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