A mais recente pesquisa do Datafolha revela que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceu em 40%, enquanto a percepção positiva caiu de 32% para 29% em comparação ao levantamento anterior, realizado no início de março.
Já a avaliação regular subiu de 26% para 29%, indicando um aumento no número de eleitores que adotam uma posição intermediária sobre a gestão. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O levantamento foi realizado entre os dias 7 e 9 de abril, com 2.004 entrevistados em 137 municípios, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
Reprovação supera aprovação no desempenho pessoal
O Datafolha também mediu a avaliação do desempenho pessoal de Lula na Presidência. Nesse recorte, a reprovação subiu de 49% para 51%, enquanto a aprovação caiu de 47% para 45%.
Mesmo dentro da margem de erro, os números indicam uma tendência de deterioração na percepção do eleitorado sobre o presidente. O cenário contrasta com o fim de 2025, quando o governo vivia um momento mais favorável.
A mudança de humor ocorre após o fim de um ciclo de notícias positivas e diante do acúmulo de desafios políticos e econômicos enfrentados pelo Planalto.
Fatores econômicos e políticos influenciam percepção
Entre os fatores que ajudam a explicar a queda na aprovação estão questões econômicas, como o aumento do endividamento das famílias e o crédito mais restrito, que afeta especialmente a classe média.
O recuo mais significativo na avaliação positiva foi registrado entre pessoas com renda entre cinco e dez salários mínimos, um grupo sensível às condições de financiamento e custo de vida.
Além disso, fatores externos, como tensões internacionais e impacto nos preços dos combustíveis, também pressionam a inflação e mantêm os juros elevados, afetando diretamente o orçamento das famílias.
Diferenças regionais e sociais marcam avaliação
A pesquisa mostra que a avaliação do governo varia de acordo com perfil socioeconômico e regional. Entre os que mais aprovam Lula estão os mais velhos, os menos escolarizados e os moradores do Nordeste.
Por outro lado, a rejeição é mais elevada entre os mais ricos, os mais instruídos, os evangélicos e os residentes da região Sul do país.
Entre aqueles com renda superior a dez salários mínimos, por exemplo, a avaliação negativa chega a 58%, bem acima da média nacional.
Comparação com governos anteriores
Apesar da queda recente, Lula apresenta desempenho melhor que seu antecessor no mesmo período de mandato. À época, Jair Bolsonaro registrava 46% de avaliação ruim ou péssima, contra 40% de Lula atualmente.
A atual pesquisa também indica que a disputa política tende a ser acirrada, especialmente com a aproximação do cenário eleitoral.
O levantamento reforça que, embora haja estabilidade nos índices gerais, o governo enfrenta desafios importantes para recuperar a confiança de setores estratégicos do eleitorado.






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