Atriz Susan Sarandon é presa em protesto contra Netanyahu diante da sede da ONU em Nova York

Susan e Hannah Einbinder foram detidas durante uma manifestação contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizada nesta quinta-feira (24), em Nova York

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A atriz Susan Sarandon foi presa pela polícia de Nova York durante um protesto contra Benjamin Netanyahu nas proximidades da sede da Organização das Nações Unidas (ONU). Hannah Einbinder, conhecida pela série “Hacks”, também foi detida durante a manifestação.

As duas participaram do ato organizado pelo grupo Jewish Voice for Peace, que ocorreu enquanto Netanyahu se preparava para discursar na Assembleia Geral da ONU. Imagens divulgadas após a manifestação mostram Sarandon sendo algemada por agentes da polícia.

Segundo a Reuters, pelo menos 30 pessoas foram presas durante o protesto. Outros relatos publicados após a manifestação apontaram que mais de 100 manifestantes chegaram a ser detidos.

Atrizes já se manifestaram sobre Israel e Palestina

Susan Sarandon, vencedora do Oscar, é conhecida por manifestações públicas em apoio aos palestinos e por críticas às ações de Israel na guerra em Gaza. A atriz também já declarou que sua posição política teve consequências profissionais em Hollywood.

Hannah Einbinder, vencedora do Emmy pela série “Hacks”, também já falou publicamente sobre a questão palestina. Em 2025, durante seu discurso de agradecimento pelo prêmio, a atriz fez uma manifestação em defesa da Palestina.

Em maio deste ano, Einbinder havia afirmado, durante o Festival de Cannes, que considerava maior o custo de permanecer em silêncio diante do conflito do que os possíveis impactos de suas declarações sobre sua carreira.

Protesto ocorreu durante discurso de Netanyahu

A manifestação aconteceu no mesmo momento em que Netanyahu discursava na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Os participantes bloquearam uma via próxima à sede da organização e exibiram cartazes com mensagens contra o fornecimento de armas a Israel e em defesa dos palestinos.

Durante o discurso, Netanyahu defendeu as ações de Israel e rejeitou as acusações de genocídio em Gaza. A fala também foi acompanhada pela saída de dezenas de delegados da Assembleia Geral em sinal de protesto.

O conflito entre Israel e Hamas começou em outubro de 2023, após o ataque liderado pelo Hamas contra Israel. Desde então, a ofensiva israelense em Gaza provocou dezenas de milhares de mortes palestinas, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza citados por veículos internacionais.

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