A Casa Branca reativou nesta quinta-feira (24) as credenciais de jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico, permitindo novamente a entrada dos três veículos no prédio. A decisão ocorreu após uma disputa judicial provocada pelo bloqueio determinado pelo governo de Donald Trump.
As empresas haviam recorrido à Justiça para denunciar que seus profissionais continuavam impedidos de acessar a Casa Branca mesmo depois de uma ordem judicial que derrubou a restrição. O chefe da assessoria de imprensa do governo informou ao tribunal que as credenciais foram reativadas.
Jornalistas tiveram acesso negado
O juiz Tim Kelly havia solicitado uma resposta do governo às reclamações apresentadas pelos veículos na manhã desta quinta. Uma repórter e um fotojornalista da CNN tiveram o acesso negado aos jardins da Casa Branca em diferentes tentativas.
A entrada continuava bloqueada às 11h no horário da costa leste dos Estados Unidos. O acesso dos profissionais dos três veículos só foi liberado às 12h29, depois da apresentação da manifestação do governo ao tribunal.
Trump havia acusado veículos de “notícias falsas”
Na semana anterior, Trump anunciou a retirada das credenciais da CNN, da MS NOW e do Politico. O presidente justificou a medida com acusações de divulgação de “notícias falsas” e relacionou a restrição a reportagens negativas sobre seu governo.
Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que “pessoas e publicações de notícias falsas” que divulgassem histórias “falsas e difamatórias” com fontes desconhecidas não deveriam ter acesso “ao escritório mais importante do mundo”.
Os três veículos contestaram a decisão na Justiça e argumentaram que a retirada das credenciais violava direitos constitucionais dos jornalistas. A ação também citou a Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que estabelece garantias relacionadas ao devido processo legal.
Em nota conjunta, CNN, MS NOW e Politico classificaram a suspensão sem aviso prévio como arbitrária e afirmaram que a justificativa apresentada pelo presidente não oferecia base plausível para a punição. Segundo os veículos, a medida poderia ameaçar a liberdade de imprensa e o direito do público ao jornalismo independente.







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