Após indireta de Índia, Renata Souza lembra que mantém marca histórica na Alerj

Líder do Psol ressalta que continua sendo a mulher negra e favelada mais votada da história do Legislativo fluminense

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A disputa pelo protagonismo feminino nas urnas ganhou novos desdobramentos no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Após Índia Armelau (PL), a deputada estadual mais votada do estado, comemorar o resultado eleitoral com críticas à esquerda, Renata Souza (Psol) reagiu sem citar o nome da bolsonarista. Em seu discurso, destacou que mantém a marca de “mulher negra e favelada mais votada da história” da Casa.

A líder do Psol foi reeleita com 176.871 votos e terminou em terceiro lugar na classificação geral para a Alerj. Índia ficou em primeiro, com 248.504 votos, enquanto Márcio Canella (União Brasil) ocupou a segunda posição, com 197.178.

“Esse é um resultado que me coloca no terceiro lugar geral da mais votada da Casa, mas mantém aí a minha permanência como a mulher negra favelada mais votada da história da Assembleia Legislativa. Isso não é qualquer coisa”, afirmou Renata.

Recado depois das urnas

A declaração ocorreu depois de Índia Armelau usar as redes sociais, na segunda-feira (05), para comemorar o resultado eleitoral e alfinetar a esquerda, em uma referência à condição que Renata ostentava após a eleição anterior.

Também sem citar o nome da psolista, Índia afirmou que passou quatro anos ouvindo que “a mulher mais votada do Rio de Janeiro é de esquerda, é preta e é favelada”. Em seguida, celebrou a mudança no topo da votação dizendo que agora iria “encher a boca” para afirmar que a mulher mais votada do estado “é de direita, é do PL, é conservadora, é armamentista”.

Renata não mencionou a fala da parlamentar do PL nem fez referência direta a ela durante o discurso. Ao ressaltar sua votação e a marca alcançada entre mulheres negras e moradoras de favela, porém, respondeu indiretamente à disputa simbólica aberta após as urnas.

Renata destaca pautas do mandato

A deputada do Psol associou sua votação às bandeiras defendidas durante o mandato e agradeceu aos eleitores pela recondução à Alerj.

“Isso significa que as pautas que nós defendemos aqui na Assembleia Legislativa em defesa do povo trabalhador, do povo pobre, do povo negro, em defesa das mulheres, em defesa da população LGBTQIA+, em defesa daqueles e daquelas que não têm voz” encontraram reconhecimento nas urnas, afirmou.

Renata também declarou que pretende manter a linha de atuação adotada nos últimos anos. “Não teremos nenhum tipo de recuo no que tange à nossa defesa intransigente do direito à vida, em especial à vida do povo pobre, à vida de quem mora na favela e na periferia”, disse.

Mulheres entre os primeiros lugares

A disputa entre Índia e Renata ocorre em uma eleição na qual candidatas mulheres apareceram com destaque entre as maiores votações para a Assembleia.

Além de Índia na primeira posição e Renata na terceira, Dani Balbi (PCdoB) terminou em quarto lugar, com 169.474 votos. Das 70 cadeiras da próxima legislatura, 16 serão ocupadas por mulheres, mesmo número registrado na eleição de 2022.

Em seu pronunciamento, Renata também relacionou o resultado eleitoral à defesa da democracia. A deputada disse que pretende usar o novo mandato para manter as pautas que marcaram sua atuação na Alerj. “Enquanto eu estiver aqui, o povo terá prioridade na luta política que eu exerço aqui”, concluiu.

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