O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) protagoniza nesta terça-feira (9) uma cena incomum ao ocupar a Mesa Diretora do plenário da Câmara dos Deputados e se recusar a deixar o assento. A ação ocorreu em protesto contra a intenção do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de colocar em votação o processo que pode levar à cassação do mandato do parlamentar.
A Polícia Legislativa arrancou o deputado à força da cadeira sobre protestos de sua mulher Sâmia Bonfim. A imprensa foi censurada e impedida de transmitir as imagens. A Globo News transmite imagens independentes das cenas, feitas por celular.
Após a iniciativa de Braga, a TV Câmara suspendeu a transmissão ao vivo do plenario e forçou os jornalistas a deixarem as galerias, impedindo que as equipes de reportagem mostrassem o protesto.
Veja a imagem da retirada truculenta do deputado:
Braga decidiu permanecer no local, mesmo após repetidos pedidos de parlamentares, policiais legislativos e do secretário-geral da Mesa, Lucas Ribeiro Almeida Júnior. Em plenário, ele afirmou: “Eu aqui ficarei até o limite das minhas forças”, reforçando que sua permanência é um ato de resistência política diante do avanço do processo disciplinar.
Deputados que estavam ao lado de Glauber Braga quando ele foi retirado à força fizeram exames de corpo de delito ao término da confusão. Rogério Correia (PT-MG), Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) e Célia Xacriabá (PSOL-MG) foram alguns dos parlamentares que fizeram o exame após ficarem com escoriações provocadas pela ação da Polícia Legislativa no plenário.
Reedição de cenas anteriores
A atitude do deputado do PSOL lembrou episódios recentes em que parlamentares bolsonaristas ocuparam a Mesa Diretora para impedir que Hugo Motta assumisse a presidência da Casa durante sessões tumultuadas. A tensão desta terça-feira, porém, foi protagonizada por um membro da oposição.
A votação que pode decidir o futuro político de Glauber Braga ainda não tem horário definido. Enquanto isso, o deputado promete manter sua posição: resistir fisicamente e politicamente até que a decisão seja revista ou debatida de forma, segundo ele, mais transparente.







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