Abin alertou governo do DF sobre planos violentos dos bolsonaristas várias horas antes

Horas antes de bolsonaristas deixarem a área do QG do Exército e partirem em direção à Esplanada dos Ministérios,  por volta das 13h de domingo, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou que o grupo planejava depredar o patrimônio público e promover atos violentos nas sedes dos Três Poderes. O alerta foi emitido logo pela…

Horas antes de bolsonaristas deixarem a área do QG do Exército e partirem em direção à Esplanada dos Ministérios,  por volta das 13h de domingo, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou que o grupo planejava depredar o patrimônio público e promover atos violentos nas sedes dos Três Poderes.

O alerta foi emitido logo pela manhã, quando agentes da Abin identificaram que acampados estavam fazendo convocações para que outros manifestantes se juntassem a eles para tentar invadir as sedes dos poderes.

Dentre os órgãos que receberam o alerta estava a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, comandada até ontem pelo bolsonarista Anderson Torres (afastado do cargo, junto com o governador, Ibaneis Rocha), que estava fora do país.

Questionado sobre a facilidade com que os extremistas invadiram as sedes dos poderes, o ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que sua capacidade de atuação até ontem, antes de ser decretada a intervenção na segurança da Capital, era limitada e o que foi possível fazer foi mandar os 150 homens da Força Nacional.

A notícia do Globo on-line não esclarece porque a Abin, sendo um órgão federal, só passou as informações de que dispunha ao governo do DF.

Desde quando o acampamento bolsonarista foi instalado nas redondezas do QG, ainda em novembro, a Abin passou a dedicar especial atenção aos manifestantes mais radicais e a emitir alertas frequentes às autoridades públicas do Distrito Federal. Diversos relatórios foram encaminhados especialmente à Secretaria de Segurança Pública. Ao longo da última semana, esses relatórios passaram a ser distribuídos ainda com mais frequência até que, na manhã de ontem, a Agência decidiu encaminhar “um último alerta” relatando expressamente que haveria depredação e atos violentos na Esplanada.

Apesar dos alertas, o esquema de segurança montado pela Polícia Militar do Distrito Federal foi aquém do número de manifestantes no local e não impediu que eles invadissem os prédios públicos, deixando para trás um rastro de destruição.

Quando os manifestantes chegaram à Esplanada, encontraram pouca resistência e, além dos policiais militares do DF, apenas 150 homens da Força Nacional, convocados pelo Ministério da Justiça.

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