O clima de tensão entre integrantes de Brasília ganhou novos contornos após a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, no plenário do Senado. Segundo ao colunista Guilherme Amado, do portal Amado Mundo, até a tarde desta sexta-feira, 1º de maio, o ministro da AGU não havia atendido nem retornado tentativas de contato feitas por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O silêncio ocorreu mesmo após uma série de mensagens enviadas por Moraes, nas quais o magistrado manifestou solidariedade a Messias diante do resultado adverso e negou qualquer atuação para influenciar a votação.
Tentativas de contato
De acordo com relatos, Moraes procurou Messias por telefone e também por mensagens. O objetivo era demonstrar apoio pessoal após a derrota no Senado e afastar interpretações de que teria participado de articulações políticas contra a indicação.
Apesar da iniciativa, não houve retorno. A ausência de resposta foi interpretada, nos bastidores, como um indicativo do desgaste gerado pelo episódio, que expôs fissuras no campo político e jurídico em torno da indicação.
Nas mensagens encaminhadas, Moraes teria afirmado não ter atuado nos bastidores para prejudicar Messias. O gesto buscava conter especulações que circularam após a votação, especialmente entre aliados do governo. Ainda assim, a comunicação permaneceu unilateral até o momento.
Repercussão em Brasília
A derrota de Messias no Senado foi considerada significativa por integrantes do governo, já que ocorreu em um contexto de articulações intensas para garantir apoio à indicação. O episódio também ampliou o debate sobre a relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
Apesar dos contatos de Moraes, o entorno de Messias suspeita que o ministro do STF articulou a derrota do advogado-geral com David Alcolumbre, presidente do Senado.






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