Juiz cita risco à investigação ao decretar prisão de policial civil por morte no Pechincha

Decisão aponta gravidade da conduta, possibilidade de interferência nas apurações e ameaça à ordem pública

A Justiça do Rio decretou a prisão temporária do policial civil Frede Uilson Souza de Jesus pela morte da designer de sobrancelhas Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos. A decisão foi tomada pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça.

Segundo o juiz da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, o investigado teria agido por motivo fútil. O magistrado destacou ainda que, por ser policial civil, ele possui treinamento e acesso a armamento do Estado, o que amplia o potencial de risco caso permanecesse em liberdade.

Outro ponto considerado foi a eventual interferência na apuração do caso. De acordo com a decisão, o fato de o suspeito integrar a corporação e ter acesso a redes de informação poderia comprometer a coleta de provas, além de possibilitar intimidação de testemunhas e familiares da vítima.

O juiz também levou em conta que o agente se apresentou às autoridades apenas depois de ser identificado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Relembre o caso

Segundo as investigações, Thamires estava no banco traseiro de um carro de aplicativo quando o policial iniciou uma discussão com o motorista por causa de uma manobra na Rua Professor Henrique Costa, no bairro do Pechincha, na Zona Oeste. Durante a confusão, o agente efetuou disparos que atingiram a passageira.

Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos com suas filhas | Crédito: Reprodução

O corpo de Thamires foi sepultado neste sábado (9), no Cemitério de Irajá, na Zona Norte. Ela deixa marido e duas filhas. A comemoração de Dia das Mães na escola das crianças, que ocorreria na sexta-feira (8), precisou ser cancelada. Neste sábado, a filha mais nova completa quatro anos.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading