Exonerações no Rio: Casa Civil demite mais de 100 servidores numa canetada só

Mudanças no terceiro escalão do governo estadual atingem Casa Civil, GSI, Inea e Gabinete do Governador em meio à reestruturação conduzida pela gestão de Ricardo Couto

A reformulação promovida pelo governo do estado do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (11), com a exoneração de 116 servidores do chamado terceiro escalão da administração estadual. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial e atingem diferentes órgãos estratégicos do governo, com destaque para a Secretaria de Estado da Casa Civil.

A pasta, atualmente comandada por Flávio Willeman, concentrou a maior parte das exonerações. Ao todo, 64 servidores foram desligados, número que representa mais de 55% de todos os cortes anunciados nesta rodada. Entre os cargos afetados estão assessorias especiais e funções de apoio administrativo.

As exonerações ocorrem em meio ao processo de reorganização interna iniciado após a chegada do governador em exercício Ricardo Couto ao Palácio Guanabara. Desde que assumiu a Casa Civil, há menos de um mês, Willeman já promoveu centenas de mudanças em diferentes setores da estrutura estadual.

Além da Casa Civil, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) voltou a ser alvo de alterações, com 16 exonerações. O Gabinete do Governador também foi atingido, com a saída de 11 servidores.

O movimento de reformulação alcançou ainda o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que registrou 15 exonerações, e o Instituto Estadual de Engenharia e Arquitetura (Ieea), com duas baixas publicadas no Diário Oficial.

Nos bastidores do governo, as mudanças vêm sendo interpretadas como parte de uma reorganização administrativa mais ampla promovida pela atual gestão. A série de trocas ocorre paralelamente às substituições já realizadas em secretarias e cargos considerados estratégicos dentro do Executivo estadual.

Apesar da nova rodada de cortes, a Casa Civil também recuou em algumas decisões anteriores. O Diário Oficial trouxe a anulação de três mudanças feitas anteriormente nas secretarias de Governo e no próprio GSI, tornando sem efeito exonerações já publicadas.

A sequência de exonerações reforça o cenário de forte movimentação política e administrativa dentro do governo fluminense, em um momento de redefinição de espaços e reorganização da máquina pública estadual.

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