A apenas seis dias do primeiro turno das eleições, uma parcela equivalente a aproximadamente 49,2 milhões de eleitores ainda não aponta espontaneamente em quem pretende votar para presidente da República. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28) mostra que 31% dos entrevistados permanecem indecisos quando não recebem uma lista com os nomes dos candidatos.
O contingente chama atenção pelo tamanho. O Brasil tem 158.745.463 eleitores aptos a participar das eleições de 2026. Aplicado a esse universo, o percentual de 31% equivale a cerca de 49,2 milhões de pessoas. A pesquisa espontânea, porém, mede a capacidade do eleitor de citar um candidato sem que nomes sejam apresentados e, portanto, não significa que todos esses eleitores chegarão às urnas sem uma escolha.
Ainda assim, a dimensão desse grupo acrescenta um componente de incerteza à reta final da campanha. A movimentação desses eleitores pode influenciar a distribuição final dos votos válidos e, consequentemente, a definição sobre a necessidade ou não de segundo turno na disputa presidencial.
Indecisão recua, mas continua elevada
O percentual de indecisos vem diminuindo à medida que a eleição se aproxima. Na semana passada, 35% não apontavam espontaneamente um candidato. Agora, são 31%, uma redução de quatro pontos percentuais.
No mesmo levantamento espontâneo, o presidente Lula (PT) aparece com 31%, mesmo percentual registrado na rodada anterior. Flávio Bolsonaro (PL) passou de 26% para 27%. Outros nomes, somados, alcançam 8%.
O cenário espontâneo é diferente da pesquisa estimulada, na qual os entrevistados recebem a relação dos candidatos. Por isso, os números são utilizados principalmente como um indicador de consolidação das candidaturas na memória e na preferência do eleitor.
No início de setembro, a Quaest registrava um contingente ainda maior de eleitores sem candidato definido espontaneamente: 42%. Na semana passada, eram 35%, antes da queda para os atuais 31%.
Desinteresse também chama atenção
Outro elemento que acompanha a campanha é o nível de interesse do eleitorado. Rodadas recentes da Quaest já mostravam que apenas uma parcela minoritária dos entrevistados se dizia muito interessada na eleição, enquanto a maioria declarava pouco ou nenhum interesse.
Na pesquisa divulgada em meados de setembro, por exemplo, 37% afirmavam estar muito interessados, 40% pouco interessados e 22% sem qualquer interesse no pleito.
Esse distanciamento ganha relevância na reta final porque, além da Presidência da República, os brasileiros escolherão governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. O primeiro turno está marcado para domingo, 4 de outubro. Caso nenhuma candidatura presidencial obtenha a maioria dos votos válidos, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.
Mais de 158 milhões podem votar
Segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a participar das eleições deste ano, cerca de 2,3 milhões a mais do que em 2022. O Sudeste concentra 41,78% do eleitorado nacional.
No Rio de Janeiro, a indefinição também aparece na disputa estadual. Como mostrou a Agenda do Poder, levantamento anterior da Quaest apontou que 60% dos eleitores fluminenses ainda não citavam espontaneamente um candidato ao governo. Fonte: Jornal O Globo.







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