A seis dias do primeiro turno, os jovens formam o grupo etário mais aberto a uma eventual mudança de candidato na reta final da eleição presidencial. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (28) mostra que 27% dos eleitores entre 16 e 24 anos ainda admitem trocar de voto até a eleição.
O percentual é mais que o dobro dos 12% registrados na média do eleitorado. No total, 87% dos entrevistados afirmam que sua escolha “já está tomada e não vai mais mudar”, enquanto 1% não soube ou não respondeu.
Os números mostram que, embora a maioria do eleitorado tenha consolidado sua escolha, existe maior volatilidade entre os mais jovens. A tendência de maior abertura desse grupo a mudanças já havia aparecido em rodadas anteriores da BTG/Nexus. No início de setembro, por exemplo, 38% dos eleitores entre 16 e 24 anos afirmavam que ainda poderiam trocar de candidato.
Eleitores mais velhos apresentam maior convicção
Na outra ponta estão os brasileiros com 60 anos ou mais. Nesse grupo, 91% afirmam que sua decisão é definitiva, enquanto apenas 8% ainda consideram a possibilidade de mudar de candidato.
A diferença entre as faixas etárias revela que a parcela do eleitorado ainda disponível para ser conquistada pelas campanhas está mais concentrada entre os jovens.
Com quase 90% dos eleitores brasileiros certos do seu voto, a margem de manobra para as campanhas é estreita nesta reta final. O que ainda pode mudar nesse primeiro turno dependerá da capacidade de mobilização sobre um grupo limitado e jovem – analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
O cenário representa uma consolidação das escolhas em relação às rodadas anteriores. Na pesquisa divulgada em 21 de setembro, 15% dos eleitores que haviam escolhido algum candidato ainda admitiam mudar de voto, enquanto 84% diziam ter uma decisão consolidada.
Desocupados e eleitores sem religião também superam média
Além dos jovens, outros segmentos apresentam percentual de eleitores dispostos a rever sua escolha acima da média nacional de 12%.
Entre os desocupados, 17% ainda admitem mudar de candidato. O mesmo percentual aparece entre os eleitores que declaram não ter religião.
Nas capitais, 16% dizem que ainda podem alterar o voto. Entre os brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo, o percentual é de 15%.
A mesma proporção de 15% aparece entre os evangélicos e entre os moradores das regiões Norte e Centro-Oeste.
Os dados reforçam que a possibilidade de mudança não está distribuída de maneira uniforme pelo eleitorado. A idade aparece como uma das diferenças mais expressivas, com os jovens apresentando grau de decisão significativamente menor que os eleitores mais velhos.
Pesquisa ouviu 2 mil eleitores
A 16ª rodada da pesquisa BTG/Nexus foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados. Foram entrevistadas por telefone 2 mil pessoas entre os dias 25 e 27 de setembro.
A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026.







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