Lula avança entre católicos e evangélicos em meio à polêmica sobre Nossa Senhora Aparecida, aponta Quaest

Presidente chega a 48% entre católicos e sobe para 27% no eleitorado evangélico, segmento em que Flávio Bolsonaro mantém vantagem com 46%

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Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28) mostra avanço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto entre católicos e evangélicos na reta final da campanha presidencial. O movimento ocorre em meio à repercussão da controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida, que entrou no centro do debate eleitoral nos últimos dias.

Entre os eleitores católicos, Lula passou de 43% para 48% das intenções de voto no primeiro turno, crescimento numérico de cinco pontos percentuais. Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, oscilou de 27% para 29%.

Com os novos percentuais, a distância entre Lula e Flávio nesse segmento é de 19 pontos. A margem de erro específica para o eleitorado católico é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Lula cresce entre evangélicos, mas Flávio mantém vantagem

A pesquisa também registra mudança numérica entre os evangélicos, grupo no qual Flávio Bolsonaro permanece à frente.

Lula passou de 23% para 27%, uma oscilação positiva de quatro pontos percentuais. Flávio fez o movimento inverso, passando de 49% para 46%.

Com isso, a distância entre os dois candidatos nesse segmento caiu de 26 para 19 pontos percentuais. A margem de erro para o recorte dos evangélicos é maior, de quatro pontos para mais ou para menos.

Os resultados dos recortes religiosos devem ser interpretados levando em conta essas margens de erro, que são superiores à margem geral da pesquisa em razão do número menor de entrevistados em cada segmento.

A rodada anterior da Quaest já indicava diferenças significativas no comportamento eleitoral conforme a religião declarada pelos entrevistados, com Lula apresentando desempenho mais alto entre católicos e Flávio registrando seus melhores números entre evangélicos.

Pesquisa ocorre durante polêmica religiosa

A nova rodada foi realizada em um período marcado pela repercussão política da controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida. Por ter sido feita entre os dias 24 e 27 de setembro, a pesquisa registra as preferências dos entrevistados durante esse ambiente político, mas os dados, isoladamente, não permitem atribuir as oscilações observadas à polêmica.

O levantamento também captou parcialmente o período posterior ao anúncio da proibição das bets no país pelo governo Lula. A medida foi anunciada no início da noite de sexta-feira (25), enquanto as entrevistas começaram na quinta-feira (24) e terminaram no domingo (27).

Dessa forma, parte dos entrevistados respondeu antes dessas duas questões ganharem repercussão e parte foi ouvida posteriormente, o que impede estabelecer uma relação direta de causa e efeito entre os acontecimentos e as mudanças registradas nas intenções de voto.

Quaest ouviu mais de 2 mil eleitores

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 27 de setembro.

O levantamento tem nível de confiança de 95%. Nos recortes apresentados, a margem de erro é de três pontos percentuais entre os católicos e de quatro pontos entre os evangélicos, para mais ou para menos.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-06520/2026.

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