O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (28) que o fim das bets não deve causar prejuízos ao futebol. A declaração ocorreu durante a sanção de novas medidas para o futebol feminino, um dia antes de reunião do governo com clubes sobre os efeitos da medida provisória (MP) que proibiu as apostas online.
“Esse negócio de acabar com bets não traz prejuízo para o futebol. Nos melhores momentos da história do futebol não existia bets. O Brasil foi campeão do mundo e não existia bet”, afirmou Lula. O encontro com os clubes está marcado para esta terça-feira (29) e foi confirmado pelo Ministério do Esporte após a reação de entidades do futebol à MP.
Lula cobra novas fontes de receita
A MP foi publicada na sexta-feira (25) e proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, incluindo apostas esportivas e jogos online. As empresas devem retirar os sites e aplicativos do ar em 6 de outubro. Até 5 de outubro, os apostadores podem retirar os valores disponíveis nas contas.
Ao comentar a reação dos clubes, Lula afirmou: “E os clubes que se virem. Já aprovamos a lei que os clubes podem virar empresa, agora é preciso colocar gente de competência para fazer empresa”. Segundo o presidente, as bets representam menos de 7% da arrecadação dos times de futebol e as empresas do setor deveriam buscar outras atividades.
“É uma máquina de matar o povo pobre, e eu, sinceramente, acabei para dizer o seguinte: ninguém vai tirar mais o dinheiro do leite, do pão, do feijão, da carne, da comida das crianças pra apostar em bets”, declarou.
Entidades recorrem ao STF
Enquanto o governo prepara a reunião com os clubes, entidades do setor de apostas recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram nesta segunda-feira (28) a suspensão da MP. As associações querem que a medida fique suspensa até uma decisão definitiva do Congresso ou do STF, mantendo a legislação anterior e o funcionamento das empresas autorizadas.
A Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) também acionou o Supremo e pediu a declaração de inconstitucionalidade da MP. O caso deverá ser analisado pelo ministro Luiz Fux.







Deixe um comentário