Em uma sessão marcada por derrotas da base governista, a CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a convocação de Leila Pereira, presidente da Crefisa e do Palmeiras. A decisão fez parte de um bloco de 87 requerimentos aprovados após uma manobra regimental da oposição.
O pedido de convocação, assinado pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL), baseia-se em depoimentos anteriores do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Segundo o relator, a Crefisa tornou-se alvo de medidas restritivas devido a:
- Reclamações reiteradas: Aposentados relataram pressões para abertura de contas e contratação de serviços sem informação adequada.
- Irregularidades operacionais: O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) da instituição não foi renovado em junho de 2025 pelo alto volume de queixas.
- Ações da OAB: Processos nas seccionais de SP e MG reforçam indícios do que o relator classifica como “práticas abusivas”.
Leila Pereira será ouvida na condição de testemunha para esclarecer quais mecanismos de controle a Crefisa adotou diante das sanções impostas pelo órgão federal.
A aprovação ocorreu após o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), colocar em votação “em globo” (em bloco) todos os itens da pauta. A base do governo tentou rejeitar o pacote integralmente, mas saiu derrotada na contagem de votos.
Além da empresária, a comissão aprovou medidas sensíveis ao Palácio do Planalto, incluindo:
- Quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).
- Investigação de empresas ligadas ao Banco Master.
No caso de Lulinha, o ministro do STF, André Mendonça, já havia autorizado a quebra de sigilo anteriormente à decisão do colegiado.
Com o encerramento da CPMI previsto para 26 de março, o comando da comissão já articula a prorrogação dos trabalhos. O objetivo é garantir tempo hábil para o depoimento de Leila Pereira e outras oitivas do setor financeiro aprovadas nesta quinta-feira.






Deixe um comentário