A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS deve votar nesta quinta-feira (26) o requerimento que solicita a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A inclusão do pedido na pauta foi feita pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), em uma sessão que também prevê depoimentos e a análise de dezenas de solicitações ligadas à investigação.
Ao todo, 87 requerimentos estão previstos para deliberação. A reunião terá ainda as oitivas do deputado estadual Edson Araújo, do empresário Paulo Camisotti e do advogado Cecílio Galvão, dentro da apuração que envolve descontos em aposentadorias relacionados a operações de crédito consignado.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, parte dos pedidos envolve instituições financeiras, dirigentes de bancos e pessoas ligadas ao Banco Master, ampliando o alcance da investigação parlamentar.
Relator aponta suspeita de sociedade oculta
O requerimento para quebra de sigilo de Fábio Luís foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). De acordo com o parlamentar, a medida se baseia em mensagens interceptadas que indicariam a possível atuação do empresário como “sócio oculto” de Antônio Camilo, conhecido como “careca do INSS”.
Na justificativa, o relator cita uma conversa em que Camilo teria mencionado que um pagamento de R$ 300 mil feito para a empresa de Roberta Luchsinger seria destinado ao “filho do rapaz”, interpretação que motivou o pedido de aprofundamento das investigações.
A comissão também avalia requerimentos para convocação e quebra de sigilo de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master. O nome é considerado sensível por possíveis conexões políticas atribuídas a integrantes do PT na Bahia.
Presidentes de bancos e caso Crefisa entram na pauta
Entre os possíveis convocados está Leila Pereira, presidente do Palmeiras e dirigente do Banco Crefisa. Ela poderá ser chamada para prestar esclarecimentos sobre descontos aplicados em benefícios de aposentados no contexto do crédito consignado.
Parlamentares ainda discutem a convocação de outros executivos do setor financeiro e do ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, além de pedidos relacionados a operações que teriam afetado beneficiários do INSS.
A definição da pauta gerou críticas do líder do governo na CPMI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Segundo ele, a oposição teria sido poupada de convocações consideradas estratégicas, citando a ausência de requerimento contra Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e doador de campanhas eleitorais.
Oitiva cancelada e depoimento interrompido
Na segunda-feira (23), a comissão previa ouvir Daniel Vorcaro, mas o depoimento foi cancelado. Em substituição, foi convocada a empresária Ingrid Pikinskeni, apontada como ligada ao operador financeiro da Conafer.
Durante a oitiva, Ingrid negou ter conhecimento de irregularidades. A sessão, porém, acabou suspensa após a empresária passar mal, interrompendo temporariamente os trabalhos da CPMI.






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