‘Você vai terminar essa guerra agora’: Trump impôs ultimato a Netanyahu

Pressão dos EUA levou premiê israelense a encerrar ofensiva após isolamento internacional

O ultimato que selou o fim da guerra em Gaza veio de Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu pessoalmente que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, encerrasse imediatamente a ofensiva israelense contra o Hamas, segundo reportagem do Fantástico. A decisão, tomada após semanas de tensão e de deterioração das relações entre aliados estratégicos, marcou o ponto de virada de um conflito que se arrastava havia meses.

O episódio decisivo ocorreu nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, poucos dias depois de um discurso de Netanyahu que evidenciou seu isolamento internacional — feito diante de um plenário praticamente vazio. Em reunião privada, Trump teria batido o martelo: “Você vai terminar essa guerra agora”, disse, conforme relataram fontes próximas à negociação. O premier israelense, acuado por pressões internas e externas, não teve alternativa.

Acordo costurado durante semanas

A construção do acordo de cessar-fogo vinha sendo costurada discretamente havia semanas, com apoio de países árabes como Catar, Turquia e Egito. O plano de paz, mediado pelos Estados Unidos, previa 21 pontos: a libertação de reféns, troca de prisioneiros e retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza.

Para Trump, além de um gesto diplomático, o acordo representava uma oportunidade de capital político e até de reconhecimento internacional — uma tentativa de se colocar como líder pacificador em ano eleitoral.

O caminho até o ultimato começou de forma inusitada: durante a final do US Open, em Nova York. Enquanto assistia ao duelo entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, Trump discutia com seu enviado especial, Steve Witkoff, detalhes do plano de paz.

Segundo o mediador Gershon Baskin, interlocutor histórico entre israelenses e palestinos, foi ali que os americanos definiram as bases da proposta apresentada ao Hamas. “Na noite seguinte ao jogo, Witkoff me ligou dizendo que o primeiro-ministro do Catar estava entregando ao Hamas a proposta americana”, contou o mediador.

Ataque de Israel ao Catar irritou Trump

Mas a ofensiva israelense quase implodiu as negociações. Um bombardeio em Doha, capital do Catar, matou civis e agentes de segurança locais, sem prévio aviso à Casa Branca. O ataque irritou profundamente Trump, que mantinha laços estreitos com o emir catariano. A reação foi imediata: Doha suspendeu temporariamente as tratativas, ameaçando romper a articulação liderada por Washington.

Com os aliados árabes desconfiados e Netanyahu resistindo, Trump decidiu intervir pessoalmente. Reuniu líderes do Catar, Egito e Turquia durante a cúpula da ONU e selou o texto final do cessar-fogo. O premier israelense acabou cedendo. Hoje, o acordo foi assinado no Egito. Antes mesmo do anúncio oficial, Trump comemorou o feito em sua rede Truth Social, declarando: “A guerra acabou. Um dia histórico para a paz.”

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