Eduardo Paes (PSD), prefeito do Rio, usou um de seus perfis nas redes sociais para gravar um vídeo com críticas à paralisação das empresas de ônibus das linhas Transportes Vila Isabel e Viação Real na manhã desta terça-feira.
Segundo ele, a Prefeitura do Rio cumpre um acordo judicial desde 2022, que resultou no pagamento de R$ 2,8 bilhões às empresas.
Disse ainda que houve reajuste neste ano de 37% no valor por quilômetro rodado, que saiu de R$ 2,55 para R$ 4,08, segundo Paes. “Claro que esse aumento vem acompanhado de uma gestão mais rigorosa e exigente do serviço prestado”, disse no vídeo, citando a intensificação das fiscalizações.
“Isso é mais uma picaretagem das empresas de ônibus. A vida delas está ficando mais complicada, mas não é por falta de pagamento. É porque acabou a farra delas”.
Ele disse ainda que a Prefeitura do Rio abriu licitação do primeiro lote de novas empresas de ônibus no Rio.
“A gente está fiscalizando. E tenho uma péssima notícia para eles: a gente vai continuar assim. A gente vai continuar em cima de vocês para que vocês prestem um serviço adequado para a população (…). A gente está trabalhando para minimizar os impactos de mais uma palhaçada das empresas de ônibus do Rio de Janeiro”.
Procurada pela Agenda do Poder, o Rio Ônibus informa que as empresas Real e Vila Isabel estão com dificuldades para colocar a frota em operação por conta de atrasos no pagamento de salários e benefícios a funcionários, “resultado direto das dificuldades econômico financeiras do setor”.
Em nota, a Rio Ônibus informou que desde o acordo firmado em maio de 2022, as empresas de ônibus que operam no Rio de Janeiro receberam subsídios que possibilitaram a aquisição de 2.800 novos veículos, sendo 1.700 zero km.
A empresa disse ainda, que retomou mais de 160 linhas e a contratação de 1.600 rodoviários, ”resultando em melhorias percebidas pelos passageiros de ônibus”.
”No entanto, o setor está enfrentando dificuldades com o recente corte da Prefeitura de 20% na quantidade de viagens planejadas e da redução de 40% no valor do subsídio pago, em descumprimento aos compromissos assumidos em contrato, provocando um novo desequilíbrio econômico no setor e consequentes paralisações de operações nas empresas mais afetadas” conclui a nota.
Sindicato dos Rodoviários critica falta de pagamentos
Em vídeo, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, aponta para crise no setor e fala sobre os motivos que levaram à paralisação dos trabalhadores.
“São duas empresas que estão em recuperação judicial, com atraso no pagamento, atraso no fundo de garantia, vale alimentação, férias… ou seja, uma série de irregularidades que culminou com essa paralisação. E essa, infelizmente, não será a única, porque a crise do setor só piora a cada dia que passa”.






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