Empresário morto por PMs na Pavuna é enterrado sob comoção e investigação avança

: Daniel Patrício, de 29 anos, foi baleado durante abordagem policial; dois PMs estão presos e caso é apurado pela Polícia Civil

O corpo do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, foi enterrado nesta quinta-feira (23) no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele morreu após ser baleado durante uma abordagem de policiais militares na madrugada de quarta-feira (22), na Pavuna.

Amigos e familiares, visivelmente abalados, evitaram falar com a imprensa durante o velório. O caixão foi coberto por flores e por uma bandeira do Botafogo, time pelo qual Daniel era torcedor declarado.

O empresário era dono de uma loja de eletrônicos na região e voltava de um pagode com três amigos quando foi atingido pelos disparos.

Prisão de policiais e investigação em andamento

Dois policiais militares foram presos em flagrante após a análise inicial conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar. A corporação informou que a decisão foi tomada com base em indícios identificados durante a apuração interna.

Segundo a PM, imagens registradas pelas câmeras operacionais portáteis (COPs) apontam possíveis evidências de homicídio doloso por parte dos agentes envolvidos na ação.

O caso também está sendo investigado pela Polícia Civil. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apreendeu as armas utilizadas pelos policiais, e testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias. As imagens da abordagem também serão analisadas para esclarecer a dinâmica dos fatos.

Família contesta versão e cobra justiça

Parentes de Daniel questionam a versão apresentada pelos policiais. A irmã da vítima afirmou que não houve ordem de parada antes dos disparos.

“Foram 23 tiros. Isso não é ordem de parada. Não houve revide, porque não havia arma no carro”, declarou Thaís Oliveira, irmã do empresário.

A Polícia Civil já realizou perícia no local, mas ainda não divulgou oficialmente o número de disparos efetuados. A família acusa o Estado de uso excessivo da força e cobra responsabilização.

A mãe de Daniel também criticou a conduta dos agentes durante a ocorrência. “Eu vi o despreparo. Vi policiais parados, diante do que tinham feito”, afirmou.

Quem era o empresário morto na Pavuna

Morador da região há mais de duas décadas, Daniel Patrício Santos de Oliveira deixa esposa e uma filha de 4 anos. Ele era conhecido no bairro onde vivia e mantinha seu negócio.

De acordo com a Polícia Militar, agentes do 41º BPM (Irajá) realizavam patrulhamento quando abordaram o veículo em que Daniel estava. A corporação informou apenas que um homem foi baleado na ação e não resistiu aos ferimentos, sem detalhar o motivo da abordagem.

O caso segue sob investigação, enquanto familiares e amigos aguardam respostas sobre as circunstâncias da morte.

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