Rodoviários da Transportes Vila Isabel paralisaram as suas atividades na manhã desta terça-feira (19). Mais de 25 linhas que circulam em direção à região central e à Zona Sul do Rio de Janeiro foram afetadas (veja abaixo).
Adesão ao movimento ocorre na garagem da empresa na Rua Teodoro da Silva, próximo à Rua Barão do Bom Retiro no Grajaú, Zona Norte do Rio. A PM acompanha a mobilização. Não há registro de conflitos.
Eles alegam que a paralisação foi motivada devido à falta de depósitos do FGTS, salários atrasados e falta de pagamento do vale-alimentação. Funcionários da Viação Real, que divide garagem com a empresa, também participam do ato.
Em vídeo, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, aponta para crise no setor. “São duas empresas que estão em recuperação judicial, com atraso no pagamento, atraso no fundo de garantia, vale alimentação, férias… ou seja, uma série de irregularidades que culminou com essa paralisação. E essa, infelizmente, não será a única, porque a crise do setor só piora a cada dia que passa”.
A paralisação já tem causado problemas na circulação de pessoas no Rio de Janeiro, com acúmulo de passageiros em vários pontos de ônibus. Um grande grupo de pessoas aguarda a chegada de transporte público no Terminal Intermodal Gentileza, próximo à Rodoviária Novo Rio e ao Aeroporto Santos Dumont, na Zona Portuária da capital fluminense. Segundo relatos, há pessoas no local aguardando desde as 4h30.
Como alternativa, a Prefeitura do Rio orienta os passageiros das linhas impactadas a recorrer ao metrô. Para reduzir os impactos, a Prefeitura do Rio solicitou reforço na operação das linhas 169, 583 e 584.
É a segunda paralisação de rodoviários da Transportes Vila Isabel em menos de um mês. No dia 29 de agosto, cerca de 1,3 mil funcionários cruzaram os braços.
Veja linhas afetadas
Viação Real
- 108 – (Terminal Gentileza x Ipanema – Via Túnel Santa Bárbara/Túnel Velho);
- 110 – (Terminal Gentileza x Leblon – Via Estácio/Av.Paulo de Frontin/Túnel Rebouças/Lagoa);
- 112 – (Terminal Gentileza x Gávea – Via Av.Paulo de Frontin/Túnel Rebouças/Jardim Botânico);
- 163 – (Terminal Gentileza x Copacabana – Via Túnel Rebouças);
- 181 – (Rodoviária x São Conrado – Via Av. Brasil/Linha Amarela/Av. das Américas);
- 222 – (Vila Isabel x Gamboa – Via Central);
- 309 – (Central x Alvorada – Via Praia do Flamengo/Jóquei/Lagoa – Barra);
- SN309 – (Terminal Gentileza x Alvorada – Via Praia do Flamengo/Jóquei);
- 315 – (Central x Recreio – Via Av. Brasil/Linha Amarela BRS5);
- 460 – (São Cristóvão x Leblon – Via Elevado Paulo de Frontin/Túnel Rebouças);
- 462 – (São Cristóvão x Copacabana/Arpoador – Via Elevado Paulo de Frontin/Túnel Rebouças);
- 463 – (São Cristóvão x Copacabana/Siqueira Campos – Via Elevado Paulo de Frontin/Túnel Rebouças);
- 472 – (Triagem x Leme – Via Central/Praia do Flamengo/Rio Sul);
- 538 – (Rocinha x Leme – Via Botafogo);
- 553 – (Rio Sul x Recreio – Via Lagoa – Barra);
- 585 – (Largo do Machado x Jardim de Alah – Via Túnel Rebouças/Jóquei);
- 955 – (Maré x Alvorada – Via Linha Amarela);
- 957 – (Maré x Alvorada – Via Rodoviária/Castelo/Praia do Flamengo/Jóquei).
Vila Isabel
- 163 – (Terminal Gentileza x Copacabana);
- 222 – (Vila Isabel x Gamboa);
- 432 – (Vila Isabel x Gávea);
- 433 – (Vila Isabel x Siqueira Campos);
- 439 – (Vila Isabel x Leblon);
- 548 – (Barra da Tijuca x Metrô Botafogo).
Em nota, a Rio Ônibus informou que desde o acordo firmado em maio de 2022, as empresas de ônibus que operam no Rio de Janeiro receberam subsídios que possibilitaram a aquisição de 2.800 novos veículos, sendo 1.700 zero km.
A empresa disse ainda, que retomou mais de 160 linhas e a contratação de 1.600 rodoviários, ”resultando em melhorias percebidas pelos passageiros de ônibus”.
”No entanto, o setor está enfrentando dificuldades com o recente corte da Prefeitura de 20% na quantidade de viagens planejadas e da redução de 40% no valor do subsídio pago, em descumprimento aos compromissos assumidos em contrato, provocando um novo desequilíbrio econômico no setor e consequentes paralisações de operações nas empresas mais afetadas” conclui a nota.






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