Vídeos gravados por Juliana Marins, de 27 anos, durante sua viagem à Indonésia, mostram os momentos finais da brasileira antes do acidente que resultaria em sua morte no Monte Rinjani, na Ilha de Lombok. As imagens foram divulgadas nas redes sociais e registram Juliana ao lado de outra turista comentando a longa caminhada até o topo da trilha e a decepção de não poder ver a paisagem devido à forte neblina.
Juliana caiu durante a trilha nas encostas do vulcão Rinjani no sábado, 21, pelo horário local — ainda sexta-feira, 20, no Brasil. Ela permaneceu por quase quatro dias à espera de resgate até ser encontrada morta na terça-feira, 24. As operações de remoção do corpo ainda não foram concluídas, devido às condições adversas do terreno e do clima.
TRAGÉDIA NA INDONÉSIA
— Estadão 🗞️ (@Estadao) June 24, 2025
Vídeos gravados por Juliana Marins e amiga mostram acampamento em trilha no Monte Rinjani, na Ilha de Lombok > https://t.co/CbTWNUcwCN pic.twitter.com/0jx950Ki9q
Um dos últimos vídeos publicados pela Juliana, antes da tragédia na trilha do vulcão. Eu acho que é com essa alegria de viver a vida que todos devem se lembrar dela.pic.twitter.com/aBpanJCT9s
— Vinicios Betiol (@vinicios_betiol) June 24, 2025
Em um vídeo publicado nesta terça-feira em seu perfil no Instagram, o pai de Juliana, Manoel Marins, comunicou que estava a caminho de Bali para acompanhar os trabalhos de resgate. “Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para estar perto dela neste momento”, disse. Manoel enfrentou contratempos na rota para a Indonésia, com atrasos em Lisboa por conta do fechamento do aeroporto de Doha, no Catar, em razão dos recentes ataques do Irã.
Em função do acidente e das dificuldades de acesso à região, o Parque Nacional do Monte Rinjani anunciou o fechamento temporário da trilha que leva ao cume do vulcão. “Solicitamos a compreensão e cooperação de todas as partes para a suavidade destes esforços humanitários”, informou o parque por meio de publicação no Facebook.
Ainda segundo a administração do parque, as más condições climáticas impedem o uso de helicópteros na parte mais alta da montanha. A operação de resgate, que já é tecnicamente complexa, tornou-se ainda mais difícil diante da instabilidade do tempo e da localização remota do acidente.
Juliana Marins era publicitária e estava em viagem de turismo pela Ásia. A morte da jovem provocou comoção nas redes sociais, especialmente após a divulgação dos vídeos que registraram seus últimos momentos de vida. Amigos e desconhecidos têm prestado homenagens online, lamentando a tragédia e cobrando mais segurança em trilhas internacionais frequentadas por turistas.





