A Prefeitura de Niterói, cidade natal de Juliana Marins, decretou três dias de luto oficial pela morte da jovem, que caiu em um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. O resgate levou quatro dias, mas Juliana não resistiu.
“Diferente do Brasil, que conta com um Corpo de Bombeiros profissional e bem treinado, vimos uma atuação voluntária e limitada, incapaz de dar uma resposta no tempo necessário. Que Deus conforte a família”, disse o prefeito Rodrigo Neves.
Juliana estava em um mochilão pela Ásia quando o acidente aconteceu. Ela fazia uma trilha no vulcão Rinjani, um dos pontos turísticos mais populares da Indonésia, no sábado (21) — ainda sexta-feira (20) no Brasil.
Segundo a família, ela havia ficado para trás após reclamar de cansaço. O guia que acompanhava o grupo negou ter abandonado Juliana e afirmou que estava a apenas três minutos do local onde ela descansava. Ao retornar, ouviu gritos de socorro e acionou o resgate.
Turistas que passavam pela trilha avistaram Juliana em uma área de difícil acesso e usaram um drone para registrar imagens. No vídeo, ela ainda se movia. Apesar disso, as buscas foram suspensas naquele dia devido às más condições climáticas.
A operação mobilizou seis equipes de resgate e enfrentou neblina intensa, terreno instável e variações bruscas de temperatura. Juliana foi encontrada sem vida nesta terça-feira (24), por socorristas que conseguiram descer pela encosta da região conhecida como Cemara Nunggal, entre 2.600 e 3.000 metros de altitude.





