Vídeo: ex-atleta vai à delegacia ao ser confundido com suspeito de estupro em Copacabana

Jovem afirma não ter qualquer relação com o crime e diz que semelhança no nome gerou ataques nas redes sociais

João Gabriel Bertho, ex-atleta de remo do Flamengo, de 21 anos, procurou uma delegacia no último fim de semana ao ser confundido com um dos suspeitos de cometer o estrupo coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

O equívoco ocorreu porque o nome do investigado é João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, muito parecido com o dele, o que levou internautas a associarem, de forma incorreta, sua identidade ao caso. Em uma publicação nas redes sociais, o ex-atleta esclareceu que, apesar da semelhança, trata-se de outra pessoa e que não tem qualquer envolvimento com o crime.

Veja o vídeo:

“O nome completo dele não é igual ao meu. Estão procurando o nome no Instagram e encontrando o meu perfil, mas não sou eu”, disse.

O ex-atleta esteve na 12ªDP (Copacabana) para registrar o caso e tentar evitar ameaças nas redes sociais. Em seu perfil, ele reforçou que não conhece o suspeito e que não há qualquer parentesco entre os dois.

“No dia do crime eu estava numa festa com amigos que podem confirmar. Na foto divulgada na reportagem vocês podem ver que não sou eu!”, volta a reforçar.

Prisões decretadas

Até o momento, a Justiça decretou a prisão preventiva de quatro jovens por estupro com concurso de pessoas. Um quinto envolvido, de 17 anos, ex-namorado da vítima, ainda aguarda posicionamento judicial.

Os réus são Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João Gabriel Bertho Xavier e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19. Segundo o delegado, dois dos investigados têm antecedentes por rixa.

O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Viveiros de Castro. De acordo com a investigação, o adolescente teria atraído a vítima para o local sob pretexto de um encontro. Durante o ato, os demais jovens entraram no quarto e teriam cometido a violência.

Outras vítimas

A Polícia Civil informou que recebeu relatos informais, principalmente pelas redes sociais, sobre possíveis outras vítimas do mesmo grupo de jovens denunciados pelo crime.

Segundo o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, ainda não há novos registros formais, mas a distrital aguarda que eventuais vítimas procurem a delegacia para prestar depoimento.

Exame confirmou lesões

Após o ocorrido, a adolescente registrou o caso na delegacia. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física em partes íntimas, segundo a polícia.

A defesa de João Gabriel nega a acusação. O advogado Rafael De Piro afirma que há imagens da jovem se despedindo do cliente “com um sorriso e um abraço” ao final do encontro.

João Gabriel é atleta do Serrano Football Club e foi afastado após a denúncia.

Medidas administrativas

A Reitoria do Colégio Pedro II informou que iniciou processo de desligamento dos alunos acusados. Em nota, a instituição declarou solidariedade à vítima e repudiou a violência de gênero.

A polícia reforça que possíveis vítimas devem procurar formalmente a delegacia para que os relatos possam ser apurados e incorporados ao inquérito.

O que diz a defesa dos citados?

A defesa de João Gabriel Bertho nega a acusação de estupro.

“Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feito anteriormente. Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu.

A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos.

A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Informa ainda que ele jamais foi aluno do Colégio Pedro II.

Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação.”

A reportagem não conseguiu localizar os advogados dos outros citados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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