Jogador do Serrano é um dos procurados por estupro coletivo de adolescente em Copacabana

Atacante de 19 anos disputou competições da Ferj e teve contrato suspenso; Justiça decretou prisão preventiva de quatro acusados pelo crime contra menina de 17 anos

Um dos réus denunciados por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, é jogador de futebol e atuou em competições oficiais organizadas pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, integra o elenco do Serrano Football Club, onde atua como atacante.

De acordo com registros de súmulas do Campeonato Estadual B1 Sub-20 de 2025, o atleta esteve entre os titulares na partida contra o Paduano, realizada em julho do ano passado, no CT Tigres, em Duque de Caxias, utilizando a camisa 9.

Antes de chegar ao Serrano, o jogador também teve passagem pelo S.C. Humaitá e disputou a Copa Niterói Sub-20, competição da Liga Niteroiense de Desportos, participando de ao menos seis confrontos entre fevereiro e março de 2025.

Cartaz do Disque Denúncia e operação policial

O Disque Denúncia divulgou um cartaz com o objetivo de ajudar nas investigações conduzidas pela 12ª DP para localizar e prender os quatro acusados. Além de João Gabriel, são procurados Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, uma operação foi realizada no sábado para cumprir os mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, mas os suspeitos não foram encontrados e são considerados foragidos.

Em nota oficial, o Serrano informou que afastou o atleta e suspendeu o contrato após tomar conhecimento do indiciamento. O clube declarou repudiar qualquer forma de violência e afirmou acompanhar o caso.

Como o crime teria ocorrido

As investigações apontam que o crime aconteceu na noite de 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Viveiros de Castro. A vítima foi atraída ao local por um adolescente de 17 anos, com quem teria mantido um relacionamento anteriormente.

De acordo com o depoimento, durante um encontro íntimo entre os dois, os demais acusados entraram no quarto e teriam cometido a violência. Câmeras de segurança registraram a chegada do grupo ao imóvel e a saída cerca de uma hora depois.

Após o ocorrido, a adolescente procurou a delegacia para registrar a ocorrência. O exame pericial identificou lesões compatíveis com violência física.

Denúncia do MPRJ e situação dos envolvidos

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou os quatro homens por estupro com concurso de pessoas. A Justiça aceitou a denúncia e determinou a prisão preventiva.

O adolescente apontado como responsável por atrair a vítima também é procurado, mas tem a identidade preservada, e o caso será analisado pela Vara da Infância e da Adolescência.

De acordo com a investigação, o crime é qualificado por a vítima ser menor de 18 anos e por ter sido cometido de forma coletiva, o que pode elevar a pena para até 20 anos de prisão.

Defesa nega acusação

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho afirma que não houve estupro e sustenta que há mensagens que indicariam consentimento para a presença de outras pessoas no local. O advogado também questiona o fato de o atleta ainda não ter sido ouvido formalmente pela polícia e destaca que ele não possui histórico de violência.

Segundo a versão apresentada, pontos como imagens da jovem após o encontro e decisões judiciais anteriores que negaram pedidos de prisão não teriam sido considerados na investigação.

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