A tragédia envolvendo a queda de dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, neste domingo (14), provocou a morte de seis pessoas e mobiliza uma ampla investigação das autoridades aeronáuticas.
Em declaração no local do acidente, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), destacou a experiência dos pilotos envolvidos. “Estamos falando de dois pilotos muito experientes, com muitas horas de voo, com uma longa carreira. Inclusive os dois instrutores de formação de outros pilotos. Então [foi] uma fatalidade, uma tragédia”, afirmou.
Vítimas e destinos dos voos
O prefeito esclareceu que nenhuma das aeronaves realizava voos turísticos ou panorâmicos. A apuração das circunstâncias do acidente ficará a cargo dos órgãos competentes, especialmente o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Investigação aponta possível falha humana
Em entrevista à GloboNews, o delegado Alan Luxardo afirmou que as evidências iniciais indicam que as aeronaves se chocaram antes da queda.
“Houve uma colisão no ar e as aeronaves vieram ao chão”, declarou. Segundo ele, a investigação busca esclarecer o que levou ao acidente. “Estamos apurando a causa, a princípio parece que houve uma falha humana.”
Aeronaves estavam com documentação regular
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que os helicópteros envolvidos possuíam situação regular de aeronavegabilidade. As aeronaves tinham os prefixos PP-MAC e PR-DJJ e não possuíam autorização para operar serviços de táxi aéreo.
O helicóptero de matrícula PP-MAC é um Bell 206B fabricado em 1999. Já o PR-DJJ é um modelo AS 350 B2 produzido em 2012.
As causas definitivas do acidente dependerão da análise técnica conduzida pelo Cenipa, que deverá examinar destroços, condições operacionais, registros de voo e demais elementos que possam esclarecer a dinâmica da tragédia.






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