Durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (25), o ex-presidente Fernando Collor de Mello detalhou as circunstâncias de sua prisão e manifestou a preferência por cumprir pena em Alagoas, seu estado natal. As informações são de O Globo.
Collor relatou que foi detido no aeroporto enquanto embarcava para Brasília, onde, segundo ele, pretendia se apresentar voluntariamente às autoridades judiciais. “Eu estava no aeroporto embarcando para Brasília para me apresentar às autoridades judiciais”, declarou o ex-presidente ao ser questionado pelo juiz responsável pela audiência.
⏭️ Preso em Maceió, Collor passa por audiência de custódia
— Metrópoles (@Metropoles) April 25, 2025
O ex-presidente Fernando Collor foi condenado por corrupção passiva e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou sua prisão
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A prisão de Collor foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou um novo recurso apresentado pela defesa. Moraes classificou a tentativa de recurso como “meramente protelatória”. A ordem de prisão veio quase dois anos após Collor ser condenado a oito anos e dez meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, relacionados a um esquema na BR Distribuidora. A condenação se baseou em provas apresentadas por delatores da Operação Lava-Jato, além de documentos internos, e-mails, registros de entrada em empresas e mensagens entre os envolvidos.
Após audiência, Collor foi levado para presídios
Questionado ainda sobre o local onde preferia cumprir a pena, Collor afirmou que opta por permanecer em Alagoas, onde reside sua família. Inicialmente, ele foi levado para uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal em Maceió. Após a audiência, o ministro Moraes determinou sua transferência para a ala especial do Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, também na capital alagoana.
A decisão de Moraes segue agora para revisão no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal, onde já há quatro votos favoráveis à manutenção da prisão. No entanto, o ministro Gilmar Mendes pediu destaque no julgamento, o que suspendeu a análise no ambiente virtual. O caso será, portanto, reavaliado em sessão presencial do plenário físico do STF, ainda sem data definida.
Collor, que governou o país entre 1990 e 1992, volta a ocupar o noticiário em meio a uma das punições mais severas aplicadas a um ex-presidente no Brasil desde a redemocratização.





