O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), afirmou nesta quarta-feira (14), em Cabo Frio, na Região dos Lagos, que o combate à violência contra a mulher será uma das prioridades de sua gestão. Em entrevista ao RLagos Notícias, ele prometeu punições mais duras para agressores e declarou que aqueles que cometerem esse tipo de crime poderão ficar presos por longos períodos.
“Se o agressor de mulher achar que vai para a delegacia apenas para sair com a medida protetiva, está enganado. Vai para a cadeia e vai mofar na cadeia”, afirmou Ruas, ao comentar as medidas que pretende adotar contra a violência doméstica e o feminicídio.
Ruas defende tornozeleiras eletrônicas para agressores
Durante a entrevista, o governador eleito também defendeu o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores de mulheres. Segundo ele, o Estado precisa endurecer a resposta a esse tipo de violência, sem limitar sua atuação à concessão de medidas protetivas às vítimas.
“Em relação ao combate ao feminicídio, nós seremos duros contra os covardes que insistem em levantar a mão para bater em mulher”, declarou.
A proposta de monitoramento eletrônico foi apresentada como parte das ações de segurança pública que Ruas pretende implementar durante o mandato. O governador eleito, no entanto, não detalhou como será estruturado o programa nem quando a medida começará a funcionar.
Governador eleito promete ampliar efetivo policial
Além das medidas contra a violência doméstica, Ruas afirmou que pretende convocar, já no primeiro mês de governo, todos os aprovados nos concursos das forças de segurança. A intenção, segundo ele, é estabelecer um novo cronograma para ampliar o efetivo policial no estado.
O governador eleito destacou que o reforço da segurança deverá alcançar diferentes regiões fluminenses, incluindo a Região dos Lagos, o interior e a Região Metropolitana do Rio.
“Sem segurança, as crianças não chegam na escola, a mãe não chega numa unidade de saúde, o Estado não se desenvolve economicamente”, afirmou Ruas, ao defender a segurança pública como condição para o acesso a serviços essenciais e o desenvolvimento econômico.







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