Urnas zeradas: sete candidatos não recebem votos e dois têm apenas um

Levantamento com dados da Justiça Eleitoral encontrou candidaturas com votação zerada em cinco estados; todos disputavam vagas nas Assembleias Legislativas; dois receberam apenas um voto

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Em uma eleição que mobilizou milhões de brasileiros neste domingo (4), sete candidatos terminaram o primeiro turno de 2026 em uma situação incomum: não tiveram nenhum voto computado. O levantamento, feito a partir dos resultados divulgados pela Justiça Eleitoral, identificou as candidaturas com votação zerada no Acre, Goiás, Pará, Pernambuco e Roraima. Todos concorriam ao cargo de deputado estadual.

A consulta considerou 18.669 candidatos que disputaram os cargos de presidente da República, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Entre os registros analisados, não foram encontrados candidatos com zero voto nas demais disputas.

Acre tem dois candidatos sem votos

No Acre, dois concorrentes a uma cadeira na Assembleia Legislativa encerraram a apuração sem votos computados. Dr. Pedro Benevides, do PRD, e Renilda Rocha, do Solidariedade, aparecem com zero voto e como não eleitos nos resultados.

O mesmo ocorreu em Goiás, onde Raimundo Aguiar, do Democracia Cristã (DC), terminou a disputa para deputado estadual sem receber votos. No Pará, Luiz Damião, também do DC, registrou igualmente votação zerada.

Em Roraima, o candidato Chagas Enfermeiro, outro representante do Democracia Cristã, completa a relação de candidaturas com zero voto. Com três nomes entre os sete casos, o DC é o partido com maior presença nesse grupo.

Pernambuco tem dois casos sub judice

Pernambuco registra uma situação diferente. Luis Augusto e Mouracia, ambos candidatos a deputado estadual pelo Mobiliza, aparecem com zero voto computado, mas os registros trazem a indicação de votos “anulados sub judice”. Isso significa que a situação jurídica das candidaturas interfere na forma como os votos aparecem na totalização.

Outros dois candidatos receberam apenas um voto

A apuração também revelou dois casos no limite imediatamente acima. Rosângela Santos, do Democrata, candidata a deputada federal pelo Acre, terminou a eleição com apenas um voto. Em Alagoas, Joelma Tavares, do Democracia Cristã, também recebeu somente um voto na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

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