O Partido Liberal (PL) consolidou um desempenho histórico no primeiro turno das eleições de 2026 realizado neste domingo (4), redesenhando o mapa de forças políticas do Brasil. A legenda garantiu o maior número de governos estaduais decididos na primeira etapa e impulsionou uma verdadeira reconfiguração no Poder Legislativo federal.
Entre os principais destaques do desempenho partidário estão os cinco governadores eleitos no 1º turno: a legenda venceu na Região Sul com Sergio Moro (Paraná), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Luciano Zucco (Rio Grande do Sul), além de garantir os governos de Rondônia com Marcos Rogério e de Roraima com Arthur Henrique. O partido ainda disputa o segundo turno em estados estratégicos como Rio de Janeiro e Amazonas.
Com 19 cadeiras conquistadas das 54 em disputa, o PL iniciará 2027 com uma bancada de 28 senadores — a maior representação de uma única legenda no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988, superando a marca anterior do então PMDB.
O partido elegeu as duas vagas de senador em cinco unidades da federação, com destaques para nomes como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (Distrito Federal), Carlos Jordy e Carlos Portinho (Rio de Janeiro) e Carlos Bolsonaro e Carol de Toni (Santa Catarina).
Recordes na Câmara e a disputa presidencial
Na Câmara dos Deputados, a legenda também protagonizou marcas históricas nas urnas com candidaturas de forte apelo digital e mobilização de base.
Os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) quebraram recordes absolutos ao superarem a marca de 3 milhões de votos nominais cada um (3.109.659 e 3.038.185 votos, respectivamente), ultrapassando a antiga marca histórica pertencente a Eduardo Bolsonaro em 2018.
Na corrida ao Palácio Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno na liderança nacional com 47,03% dos votos válidos, ficando cerca de dois pontos percentuais à frente do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registrou 45,16%. Flávio venceu em 14 estados e no Distrito Federal, superando proporcionalmente o desempenho de Jair Bolsonaro nos primeiros turnos de 2018 e 2022.
A decisão da Presidência da República ocorrerá em segundo turno no dia 25 de outubro.







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