A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC pelo fim da escala de trabalho 6×1, se tornou a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara dos Deputados, neste domingo (4).
Com 100% das urnas apuradas em São Paulo, ela recebeu 1.596.472 votos, número que supera os 256.903 obtidos em sua primeira eleição para o Congresso, em 2022.
A votação também colocou Erika como a segunda candidata a deputado federal mais votada em São Paulo, atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), que recebeu 3.038.438 votos. A deputada superou com folga a marca que pertencia a Joice Hasselmann, eleita em 2018 com 1.078.666 votos.
Popularidade impulsionada pela pauta da 6×1
A defesa do fim da escala 6×1 se tornou uma das principais marcas do mandato de Erika Hilton. A deputada apresentou uma proposta para reduzir a jornada de trabalho e ampliar os dias de descanso e passou a atuar na articulação da pauta no Congresso.
Aprovada em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a PEC prevê o fim da escala 6×1, com dois dias de repouso semanal, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
O texto reduz a jornada de 44h para 40h semanais, que podem ser distribuídas em cinco dias de 8h. Antes da votação em primeiro turno, a proposta precisa passar por cinco sessões de debates no Plenário, que começam nesta terça-feira (6). Se aprovada, segue para o segundo turno, com outras três sessões de discussão.
A proposta ganhou espaço fora do Congresso, especialmente nas redes sociais, onde Erika passou a associar sua atuação à defesa de uma jornada de trabalho com mais dias de descanso.
Além da atuação pela redução da jornada, Erika presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher em 2026 e participou de debates sobre direitos, população negra e comunidade LGBTQIA+. Ela foi uma das primeiras mulheres trans eleitas para a Câmara, em 2022.
Ameaça antes da votação
Horas antes da eleição, Erika registrou um boletim de ocorrência ao receber uma ameaça de morte acompanhada de ataques transfóbicos por e-mail. Segundo o relato registrado, a mensagem dizia que o autor conhecia dados pessoais e o endereço da deputada.
Por causa da ameaça, Erika adiou a ida à seção eleitoral e aguardou o reforço de sua segurança. A parlamentar pediu às autoridades que investigassem o responsável pelo envio da mensagem.







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