Morre, aos 88 anos, Paulo Jeronimo de Sousa, ex-presidente da ABI

Velório de jornalista será nesta terça-feira (6) no Rio

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O jornalista Paulo Jeronimo de Sousa, conhecido carinhosamente como Pagê, morreu na madrugada desta segunda-feira (5), aos 88 anos, no Hospital Vitória, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo familiares o jornalista tratava uma leucemia e foi vítima de uma pneumonia.

Nascido em Mococa (SP) e radicado no Rio de Janeiro desde a década de 1960, Pagê construiu uma carreira de mais de seis décadas nas redações, na comunicação pública e na defesa intransigente da liberdade de imprensa.

Entre os momentos marcantes de sua trajetória na reportagem está a célebre matéria publicada no jornal Correio da Manhã em novembro de 1964, com a manchete “FAB metralha helicóptero da Marinha”, cuja repercussão levou à demissão do então ministro da Aeronáutica pelo presidente Castelo Branco.

Passagem pelas redações e órgãos públicos

Ao longo da carreira, Pagê atuou como repórter e editor em veículos de grande projeção, como: O Globo, O Jornal, Boletim Cambial, TVE e TV Tupi

Na comunicação pública e institucional, integrou assessorias nos Ministérios do Interior e de Minas e Energia, além de atuar no Banerj, no Banco Nacional da Habitação (BNH), na Prefeitura do Rio e no governo fluminense.

Trabalhou por 27 anos no BNDES, onde coordenou a comunicação do Programa Nacional de Desestatização nos anos 1990, recebendo premiações do setor. Também foi autor de livros de memórias e crônicas, como Memórias quase tardias.

Liderança na ABI e defesa dos direitos humanos

Pagê teve uma relação de quase duas décadas com a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde atuou como conselheiro, diretor de Assistência Social e vice-presidente, antes de assumir a presidência da instituição entre 2019 e 2022. Também esteve à frente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da entidade.

Em reconhecimento à sua contribuição cívica e à defesa dos valores democráticos, foi condecorado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com a Medalha Tiradentes, maior honraria do Legislativo fluminense, em iniciativa proposta pela então deputada Mônica Francisco.

Pagê deixa a viúva Regina, dois filhos, netos e uma bisneta. O velório e a despedida serão realizados nesta terça-feira (6), a partir das 15h10, no Crematório São Francisco Xavier, localizado no Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro.

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