‘Uma das maiores realizadas no mundo’: Lewandowski celebra Operação Carbono Oculto e reforça urgência na PEC da Segurança

Ministro destaca sucesso na maior operação contra o crime organizado e pede aprovação para integrar forças de segurança no Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, frisou nesta quinta-feira a realização da operação “Carbono Oculto”, considerada uma das maiores ações já realizadas contra o crime organizado no Brasil. Durante coletiva de imprensa, Lewandowski destacou a magnitude da operação, que envolveu uma colaboração inédita entre diversas forças de segurança e órgãos governamentais.

]Segundo o ministro, a operação não apenas é um marco no combate à infiltração de facções criminosas no mercado financeiro e no setor de combustíveis, mas também um exemplo mundial de eficiência no enfrentamento do crime organizado.

“A operação Carbono Oculto é, sem dúvida, uma das maiores já realizadas, não apenas no Brasil, mas ouso dizer que é um exemplo para o mundo todo”, afirmou Lewandowski. A ação visou desmantelar facções como o PCC, que atuam no mercado de combustíveis, uma área essencial para a economia brasileira. Lewandowski explicou que o foco principal foi o combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro, práticas criminosas que envolviam centenas de empresas e indivíduos em uma rede complexa de atividades ilegais.

Força-tarefa om 1,4 mil agentes

A operação foi coordenada por uma força-tarefa integrada por 1,4 mil agentes da Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público e outras agências de segurança. Juntas, as equipes atacaram uma rede criminosa que controlava a produção, distribuição e a lavagem de dinheiro do setor de combustíveis. Lewandowski sublinhou que a ação não seria possível sem a colaboração eficaz entre os diferentes níveis de governo. “Essa operação é a materialização de uma visão integrada do governo brasileiro, que uniu diversos órgãos de segurança e setores da administração pública”, afirmou.

O ministro também destacou que a operação “Carbono Oculto” não se restringiu apenas ao combate ao crime, mas também expôs esquemas financeiros ilícitos que movimentavam bilhões de reais, prejudicando a economia nacional. Em um dos desdobramentos, a Operação Quasar, que visava desarticular uma organização especializada em lavagem de dinheiro, resultou no bloqueio de R$ 1,2 bilhão em ativos e no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão.

Aprovação da PEC é essencial para enfrentar o crime, diz ministro

Em sua fala, Lewandowski aproveitou a ocasião para reforçar a necessidade urgente de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança, que está em tramitação no Congresso Nacional. A PEC busca institucionalizar a cooperação entre as forças de segurança em nível nacional, permitindo uma ação mais coordenada e eficaz no enfrentamento das facções criminosas. “É essencial institucionalizar essa colaboração entre os órgãos de segurança para que possamos ter um combate mais eficaz contra as facções criminosas”, destacou Lewandowski.

O ministro também alertou para a crescente globalização do crime organizado. “Hoje, o crime não é mais uma questão local ou nacional. O crime organizado tem uma dimensão global, e a única forma de enfrentá-lo é por meio de uma colaboração internacional cada vez mais estreita”, concluiu Lewandowski.

A operação “Carbono Oculto” representa, portanto, um marco na luta contra o crime organizado no Brasil, demonstrando a necessidade de um modelo de segurança pública mais integrado e eficiente. Para Lewandowski, essa abordagem coordenada é o caminho para combater eficazmente as organizações criminosas em um cenário globalizado, em que o crime se adapta e se expande para além das fronteiras nacionais.

LEIA MAIS

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading