O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou nesta quinta-feira (30) que a Polícia Federal (PF) vai instaurar um “inquérito macro” para investigar as facções criminosas que atuam no Rio de Janeiro, após a operação mais letal da história do estado, que resultou em 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão.
Investigação seguirá modelo da Operação Carbono Oculto
De acordo com Lewandowski, o novo inquérito vai reunir diversas investigações em andamento sobre o crime organizado fluminense. O formato será semelhante ao da Operação Carbono Oculto, que desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio do setor de combustíveis e de fintechs.
— O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, vai abrir um inquérito macro, uma espécie de guarda-chuva que abrange várias apurações, como fizemos no caso dos combustíveis. Essa operação resultou na Carbono Oculto, que descobriu lavagem de dinheiro no setor financeiro e bancário. Não existe uma “bala de prata” contra o crime organizado, declarou o ministro à GloboNews.
Ação atende determinação do STF na ADPF das Favelas
A criação do inquérito atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) dentro da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”. A decisão obriga a PF a investigar crimes com repercussão interestadual e internacional que demandem repressão uniforme, além de manter uma equipe dedicada exclusivamente à inteligência e investigações sobre os principais grupos criminosos do estado e suas conexões com agentes públicos.
PF não participou da megaoperação na Penha
Lewandowski também comentou a ausência da Polícia Federal na megaoperação policial realizada na Zona Norte do Rio na última terça-feira. Segundo ele, a ação era de âmbito estadual, o que justifica a não participação da corporação.
— A PF não entra em qualquer operação. Essa era uma ação estadual, sem relação direta com a Polícia Federal — explicou.
O ministro acrescentou ainda que nem as autoridades locais previram a dimensão do confronto, que se intensificou após a morte de dois agentes do Bope (Batalhão de Operações Especiais da PM-RJ).






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