A Polícia Federal indiciou o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e outras 17 pessoas por envolvimento com facções criminosas que atuam no Rio de Janeiro. O inquérito foi encaminhado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) ao desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio e Espírito Santo).
Segundo o relatório da PF, divulgado pelo g1, o ex-parlamentar é apontado por uma série de crimes, entre eles integrar organização criminosa armada, contrabando, tráfico interestadual de drogas, evasão de divisas, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O grupo também teria atuado para embaraçar investigações e violar sigilos profissionais.
Investigação envolve forças de segurança e tráfico
Entre os outros indiciados estão três policiais militares da ativa, um policial federal, um ex-policial militar, um ex-servidor do Degase e um ex-militar do Exército. Também foram incluídos na lista dois traficantes de diferentes facções: Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, ligado ao Comando Vermelho (CV), e Wallace de Brito Trindade, o Lacoste, chefe do Terceiro Comando Puro (TCP).
De acordo com a investigação, Pezão teria recebido armas para o Complexo do Alemão por meio do grupo de TH Joias, que também realizou operações de compra de dólares para o criminoso do CV. Já o assessor parlamentar de TH na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, conhecido como Dudu, é acusado de vender equipamentos anti-drone a Lacoste, que comanda a venda de drogas no Morro da Serrinha, em Madureira.
Foragidos e próximos passos do processo
Tanto Dudu quanto Lacoste são considerados foragidos. A defesa dos 18 indiciados ainda não se manifestou. O inquérito será analisado pelo Ministério Público Federal, que decidirá se apresenta denúncia formal contra o grupo.
A operação que levou à prisão de parte dos investigados foi deflagrada em 3 de setembro, quando a PF tentou cumprir 18 mandados de prisão em diferentes regiões do estado. O espaço segue aberto para manifestações dos indiciados.






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