Guilherme Mercês está de volta ao comando da Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro. A nomeação foi oficializada pelo governador em exercício Ricardo Couto no Diário Oficial desta quarta-feira (29), marcando o retorno do economista ao governo estadual após quase três anos fora da função.
A decisão ocorre no contexto de uma ampla reestruturação promovida por Couto na máquina pública. No mesmo ato, foi formalizada a exoneração de Juliano Pascual do cargo, abrindo espaço para a recondução de Mercês à pasta.
Trajetória marcada por crise
O economista Guilherme Mercês já havia ocupado a Secretaria de Fazenda em um dos momentos mais delicados da história recente do estado. Ele assumiu o cargo em maio de 2020, durante o governo de Wilson Witzel, em meio à pandemia de Covid-19, crise fiscal e instabilidade política.
Na época, Mercês substituiu Luiz Cláudio Rodrigues de Carvalho após uma reformulação na equipe econômica. Antes disso, atuava como economista-chefe da Firjan e tinha formação acadêmica pela Uerj.
Nomeação sob pressão política
Sua chegada ao governo ocorreu em um cenário de forte turbulência, marcado por investigações envolvendo contratos emergenciais, como os de hospitais de campanha, e pelo desgaste político da gestão Witzel.
A escolha também gerou reação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, que pressionou por sua saída logo após a nomeação, citando sua proximidade com Lucas Tristão, aliado do então governador. Apesar disso, Witzel optou por mantê-lo no cargo naquele momento.
Alerta de “abismo fiscal”
Durante sua primeira passagem pela Fazenda, Mercês lidou com um cenário crítico nas contas públicas. Ele chegou a alertar que o estado enfrentava um “abismo fiscal” e poderia ter dificuldades para pagar servidores a partir de setembro de 2020.
A gestão foi marcada por tentativas de reorganização financeira em meio à queda de arrecadação e aumento de despesas durante a pandemia.
Saída e retorno ao governo
Mercês deixou o cargo em maio de 2021, após o afastamento definitivo de Witzel e a posse de Cláudio Castro, que promoveu mudanças na equipe econômica.
Agora, seu retorno ocorre em um novo contexto político, sob a gestão interina de Ricardo Couto, que tem promovido uma série de exonerações e nomeações para reorganizar o governo estadual.






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