O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Eleitoral após identificar uma onda de ameaças, ataques digitais e vazamento de dados pessoais contra servidores da Justiça Eleitoral. O tribunal colocou equipes de segurança à disposição dos funcionários ameaçados e de seus familiares para garantir a integridade física dos envolvidos.
O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, solicitou à Polícia Federal a abertura de uma investigação para apurar os ataques. Em nota divulgada na quinta-feira (8), o tribunal informou que havia identificado, até a tarde daquele dia, mais de 30 mil manifestações com desinformação, discurso de ódio e exposição de informações pessoais.
TSE oferece segurança e apoio psicológico
Diante das ameaças, o tribunal adotou medidas para proteger os funcionários e seus familiares. “Os servidores e seus familiares passaram a contar com efetivo de segurança, a fim de garantir sua integridade física”, informou o TSE em nota oficial.
Além da proteção física, o órgão disponibilizou apoio psicológico aos servidores intimidados. Dois núcleos da Justiça Eleitoral acompanham as investigações em conjunto com a Polícia Federal, com o objetivo de contribuir para a apuração dos casos e a identificação dos responsáveis.
Ministério Público pede remoção de publicações
O Ministério Público Eleitoral solicitou a retirada das publicações consideradas ilegais e a punição dos responsáveis. O TSE também encaminhou alertas às plataformas X e Meta, responsáveis, respectivamente, pelas redes sociais X e Facebook e Instagram, para exigir a exclusão imediata dos conteúdos apontados como ilegais.
As medidas buscam conter a circulação de ameaças, ataques e dados pessoais expostos na internet. A atuação das plataformas foi cobrada pelo tribunal diante da gravidade das manifestações identificadas contra integrantes da Justiça Eleitoral.
Tribunal alerta para consequências criminais
Em sua manifestação oficial, o TSE ressaltou que ataques sem fundamento contra o sistema eletrônico de votação e ameaças a servidores públicos federais podem configurar crimes previstos no Código Penal e em legislações penais específicas.
A investigação deverá apurar as circunstâncias dos ataques, a autoria das ameaças e a eventual responsabilidade dos envolvidos. O tribunal não informou, no material divulgado, quantas pessoas foram diretamente ameaçadas nem quantos suspeitos são investigados.







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