O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta quinta-feira (15) ter autorizado operações secretas da CIA na Venezuela e declarou que estuda realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas que atuam no país.
Autorização de operações da CIA
Segundo Trump, as ações da agência norte-americana têm como objetivo conter o envio de drogas e criminosos venezuelanos para os Estados Unidos. Questionado sobre a possibilidade de agentes de inteligência terem autorização para eliminar o presidente Nicolás Maduro, Trump não respondeu diretamente, afirmando apenas que a Venezuela já estaria “sentindo a pressão”.
O jornal The New York Times revelou que as operações autorizadas podem incluir “ações letais” e outras iniciativas da inteligência americana no Caribe, com potenciais alvos dentro do governo venezuelano.
Bombardeios no Caribe e número de vítimas
Nos últimos meses, os EUA têm realizado ataques a barcos suspeitos de transportar drogas em águas próximas à Venezuela. Trump afirmou que cada embarcação destruída teria evitado o envio de narcóticos que poderiam afetar 25 mil americanos. O bombardeio mais recente, na terça-feira (14), resultou em seis mortes.
Autoridades americanas afirmam que as ações são parte de uma estratégia para controlar o tráfico marítimo e podem evoluir para operações terrestres contra cartéis, com o objetivo final de desestabilizar o governo de Maduro.
Acusações de terrorismo e recompensas
O governo dos EUA acusa Nicolás Maduro de liderar o Cartel de los Soles, recentemente classificado como organização terrorista internacional. Em agosto, o Departamento de Justiça ofereceu US$ 50 milhões por informações que levem à prisão do presidente venezuelano. Paralelamente, navios e aeronaves militares foram enviados ao Caribe para reforçar o combate ao tráfico de drogas.
Críticas internacionais e debate na ONU
As ações militares têm gerado críticas de organizações internacionais. A Human Rights Watch classificou os bombardeios como possíveis “execuções extrajudiciais ilegais”. O tema também foi discutido no Conselho de Segurança da ONU, que alertou para o risco de civis serem mortos sem julgamento e para a escalada militar na região.
O governo venezuelano solicitou que a comunidade internacional investigue os ataques, alegando que muitas das vítimas declaradas pelos EUA como narcotraficantes seriam, na verdade, pescadores civis.






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