Trump diz que EUA vão lançar operação terrestre na Venezuela em breve

Em declaração à imprensa, presidente dos EUA intensificou pressão contra regime de Nicolás Maduro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste quinta-feira (23) que haverá “operações terrestres” dos EUA contra a Venezuela “muito em breve”. Em coletiva de imprensa, Trump declarou que os Estados Unidos estavam “muito insatisfeitos” com o governo venezuelano..

Ele reiterou que Washington busca agir não apenas no mar, mas em solo venezuelano — o que marca uma escalada significativa da política externa norte-americana. “Não precisamos fazer uma declaração de guerra”, disse o presidente: “Nós simplesmente vamos matar quem tentar trazer drogas ao nosso país. Matar, assim.”

Ataques a embarcações

O contexto da declaração revela múltiplas frentes. Primeiro, está o aumento da pressão dos EUA sobre o regime de Nicolás Maduro em meio a ataques recentes — realizados por Washington e atribuídos ao narcotráfico — que teriam resultado em ao menos 37 mortes.

Segundo, há o envolvimento direto da CIA, que, de acordo com o presidente, teria recebido autorização para conduzir operações secretas em solo venezuelano com a finalidade de derrubar o regime de Maduro.

No governo americano, segmentos influentes — entre eles liderados por Marco Rubio, secretário de Estado — defendem o uso da força para remover governo venezuelano. Reportagem afirma que a CIA recebeu mandato para ações com esse objetivo.

Ataques violam direito internacional

Em paralelo, a Casa Branca tenta convencer o Congresso dos EUA da legalidade dos ataques marítimos que vêm sendo feitos contra embarcações acusadas de levar drogas ao território norte-americano — embora Washington ainda não tenha apresentado provas públicas robustas desses vínculos.

Sob o direito internacional, atacar embarações ou solo estrangeiro sem guerra declarada e sem ameaça iminente é altamente controverso.

Além disso, a retórica de Trump — ao afirmar que “mataremos” traficantes — provocou reações imediatas de críticos que defendem que isso configura crime de estado ou violação de tratados internacionais.

Maduro denuncia ataque à soberania nacional

Do lado venezuelano, o regime de Maduro já reagiu duramente. Ministros do exterior venezuelanos classificaram a ameaça como intervenção militar e violação da soberania nacional, convocando apoio internacional para denunciar os EUA.

A escalada se insere em um momento de grande tensão geopolítica entre os dois países: os EUA aumentaram presença naval no Caribe, realizaram ataques a barcos que supostamente saíam da Venezuela carregados de drogas e classificaram organizações venezuelanas como “narco-terroristas”.

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