Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como Diaba Loira, morreu durante um intenso tiroteio entre bandidos do Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV) no Morro do Fubá, na madrugada desta sexta-feira (15), Zona Norte do Rio.
O corpo foi encontrado na Rua Cametá com marcas de tiros na cabeça e barriga. De acordo com policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), a mulher vestia top e calça legging pretos e estava enrolada em um lençol. Ela tinha tatuagens no braço esquerdo, pescoço e tórax.
Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) fizeram uma perícia na região e encaminharam o corpo para o Instituto Médico Legal (IML) do Centro.
Quem é Diaba Loira?
Em seu perfil no Instagram, Eweline acumulava pouco mais de 69 mil seguidores, e ostentava armas de grosso calibre. Na rede, ela também publicava frases provocativas, como: “Não me entrego viva, só saio no caixão”.
Seu envolvimento no crime se intensificou quando ela sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em 2022, quando foi baleada no pulmão pelo ex-companheiro e precisou passar por cirurgia. Após a recuperação, Eweline se mudou para o Rio de Janeiro e ingressou no Comando Vermelho (CV), atuando no tráfico de drogas da comunidade de Gardênia Azul, Zona Oeste da capital.
Recentemente, ela rompeu com o CV e passou a integrar o Terceiro Comando Puro (TCP), na Tropa do Coelhão, ligada ao Complexo da Serrinha, em Madureira, Zona Norte. A troca de facção acabou acirrando rivalidades e a colocou na mira de antigos aliados.
Guerra de facções
A guerra entre as maiores facções criminosas do Rio pelo controle do Fubá e também do Campinho se acirrou no começo deste ano. Em fevereiro, vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram intensos tiroteios decorrentes de uma tentativa de invasão do CV à área dominada pelo TCP. Segundo relatos, os traficantes entraram por uma região de mata próximo à Pedra Rachada — ponto estratégico que oferece visão das duas comunidades.
Em maio, nova escalada: um confronto deixou duas pessoas feridas, resultando em ação emergencial da Polícia Militar no local.
Em 8 de junho, mais um episódio de pânico: vídeos mostraram traficantes do CV se exibindo após tomada parcial do Fubá e invadindo novamente áreas controladas pelo TCP, com trocas de tiros registradas pela plataforma Onde Tem Tiroteio.
Em julho, os confrontos voltaram à tarde e assustaram moradores, que se abrigaram em casas e comércios.
A morte de Kaio da Silva Honorato, o Kaioba, também acirrou a disputa entre as facções.






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