Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) fizeram uma operação na região dos morros do Fubá e Campinho, Zona Norte da capital, na madrugada deste sábado (16). A ação aconteceu um dia após a morte da traficante conhecida como Diaba Loira, no Morro do Fubá.
Segundo relatos de moradores, os militares circularam pelo Morro do Divino e pelo Campinho, em direção à área de mata que cerca as comunidades.
Informações preliminares indicam ainda que o traficante Wallace de Brito Trindade, o Lacoste, teria recuado diante da guerra pelo domínio do Campinho e supostamente entregou o território à milícia. Apesar disso, quem mora na região afirma que o Comando Vermelho (CV) permanece na comunidade. Até o momento, no entanto, as polícias Militar e Civil não confirmaram oficialmente os relatos.
PMs do Bope fizeram patrulhamento na área de mata que marca o limite entre as comunidade para localizar suspeitos envolvidos em disputas territoriais. Ainda conforme a PM, não houve registro de prisões ou tiroteios. A corporação afirmou ainda que o policiamento foi reforçado na região.
Morte de Diaba Loira
Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como Diaba Loira, morreu durante um intenso tiroteio entre bandidos do Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV) no Morro do Fubá, na madrugada desta sexta (15).
Natural de Santa Catarina, ela ficou conhecida como Diaba Loira por sua postura desafiadora diante das autoridades e pela presença constante nas redes sociais. A mulher chegou a trocar de facção durante sua trajetória no crime.
Em seu perfil no Instagram, Eweline acumulava pouco mais de 69 mil seguidores, e ostentava armas de grosso calibre. Na rede, ela também publicava frases provocativas. Em uma delas, disse: “Não me entrego viva, só saio no caixão”.
Sobre a guerra de facções
A guerra entre as maiores facções criminosas do Rio pelo controle do Fubá e também do Campinho se acirrou no começo deste ano. Em fevereiro, vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram intensos tiroteios decorrentes de uma tentativa de invasão do CV à área dominada pelo TCP. Segundo relatos, os traficantes entraram por uma região de mata próximo à Pedra Rachada — ponto estratégico que oferece visão das duas comunidades.
Em maio, nova escalada: um confronto deixou duas pessoas feridas, resultando em ação emergencial da Polícia Militar no local.
Em 8 de junho, mais um episódio de pânico: vídeos mostraram traficantes do CV se exibindo após tomada parcial do Fubá e invadindo novamente áreas controladas pelo TCP.
Já no mês passado, em julho, os confrontos voltaram à tarde e assustaram moradores, que se abrigaram em casas e comércios.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes






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