Eweline Passos Rodrigues, 28 anos, natural de Santa Catarina, morta na madrugada desta quarta-feira (13) em um confronto entre facções, ficou conhecida como “Diaba Loira” por sua postura desafiadora diante das autoridades e pela presença constante nas redes sociais. A mulher chegou a trocar de facção durante sua trajetória no crime.
Em seu perfil no Instagram, Eweline acumulava pouco mais de 69 mil seguidores, e ostentava armas de grosso calibre. Na rede, ela também publicava frases provocativas, como: “Não me entrego viva, só saio no caixão”.
Seu envolvimento no crime se intensificou quando ela sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em 2022, quando foi baleada no pulmão pelo ex-companheiro e precisou passar por cirurgia. Após a recuperação, Eweline se mudou para o Rio de Janeiro e ingressou no Comando Vermelho (CV), atuando no tráfico de drogas da comunidade de Gardênia Azul, Zona Oeste da capital.
O nome de Eweline voltou ao radar policial em 2023, quando foi presa transportando sete quilos de cocaína. No ano seguinte, em junho, foi flagrada atirando contra policiais militares durante uma operação.
Mais recentemente, rompeu com o CV e passou a integrar o Terceiro Comando Puro (TCP), na Tropa do Coelhão, ligada ao Complexo da Serrinha, em Madureira, Zona Norte. A troca de facção acabou acirrando rivalidades e a colocou na mira de antigos aliados.
Contra ela, havia pelo menos três mandados de prisão em aberto, dois expedidos pela Justiça de Santa Catarina por tráfico de drogas e participação em organização criminosa, e outro pelo rompimento de monitoramento eletrônico.







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