A empresária e ex-vereadora Verônica Costa (PL), conhecida como Mãe Loira do Funk, deixou a sede da Delegacia de Polícia de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter), na manhã desta sexta-feira (25), contestando a prisão determinada pela Justiça. Algemada à irmã, Tatiane Chaves Ribeiro, ela foi levada para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio.
Ao deixar a unidade policial, Verônica voltou a afirmar que considera injusta a condenação e disse que o homem que ela acusa de agressão permanece em liberdade.
“O agressor está solto e eu estou presa. Eu não mereço estar presa. A Justiça errou comigo. Eu não sou nenhuma bandida. Nunca, vê o meu histórico, eu tenho 36 anos de vida pública”, disse Verônica.
A ex-vereadora recebeu a condenação de 10 anos e 8 meses de prisão por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa. O caso ocorreu em 2011 e chegou à Justiça após Márcio denunciar as agressões.
A condenação passou a ser definitiva após o fim das possibilidades de recurso. A pena havia sido aumentada em 2023 pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que elevou a punição de 5 anos e 10 meses para 10 anos e 8 meses.
Antes de ser localizada em Petrópolis, Verônica era procurada pela polícia. Agentes estiveram em diferentes endereços ligados a ela, incluindo um imóvel no Recreio dos Bandeirantes, mas não a encontraram.
Entenda o crime
O processo que levou à condenação tem origem em um episódio ocorrido em fevereiro de 2011, quando Verônica e Márcio Costa ainda eram casados.
Segundo a investigação da Polícia Civil, quatro pessoas ligadas à então vereadora teriam ido até a residência do casal e, por ordem dela, amarrado Márcio no banheiro. Foram presos: Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Veronica; Tatiane Chaves Ribeiro, irmã da empresária; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane e cunhado da funkeira.
Em entrevista ao jornal O Globo em 2019, Márcio afirmou que teve os pulsos e os pés presos com correntes, corda e cadeado. Segundo seu relato, ele também foi vendado e sofreu uma série de agressões.
“Me bateram. Jogaram um produto químico no meu corpo. Não sei se era gasolina ou querosene. Ficaram ameaçando colocar fogo no meu corpo”, afirmou Márcio na ocasião.
Segundo ele, Verônica o acusava de ter uma amante e de desviar dinheiro dela. O ex-marido afirmou posteriormente que deixou o Brasil por medo de sofrer novos ataques.
Verônica, por outro lado, sempre negou ter torturado Márcio. Após o episódio, ela o acusou de ser usuário de drogas e de ter entrado sem autorização em sua residência e levado objetos.
Márcio negou as acusações. Em março de 2011, apresentou à polícia um laudo com resultado negativo para indícios de maconha e cocaína no sangue.
Pena foi ampliada pela Justiça
A condenação de Verônica Costa é determinação da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro após recurso do Ministério Público.
Em primeira instância, a ex-vereadora havia recebido pena de cinco anos e dez meses. Após a análise do recurso, a punição subiu para 10 anos e 8 meses de prisão.







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