Toffoli diz a Fachin que não se vê impedido para seguir à frente do caso Master

Ministro afirma que não há suspeição para deixar relatoria após citação em investigação da PF sobre o Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou ao presidente da Corte, Edson Fachin,que não identifica qualquer motivo que justifique sua saída da relatoria do chamado caso Master. A informação foi publicada por Camila Bomfim, do g1, nesta quinta-feira (12).

Segundo interlocutores, Toffoli encaminhou resposta oficial a Fachin após seu nome aparecer em conversas extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal (PF). No documento, o ministro sustenta que não há impedimento nem suspeição que comprometa sua atuação no processo.

Relatório da PF e reunião no Supremo

O material com menções a Toffoli foi entregue na quarta-feira (11) pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, ao presidente do STF. A corporação, no entanto, não solicitou a suspeição do ministro.

Fachin convocou uma reunião com os demais ministros para apresentar o relatório da PF que cita Toffoli e também para tratar da manifestação enviada pelo colega sobre sua permanência na relatoria. O encontro ocorre em meio a questionamentos sobre a continuidade do ministro à frente do caso.

Ligações empresariais sob escrutínio

As críticas à permanência de Toffoli ganharam força após a divulgação de indícios de possível vínculo entre o magistrado e investigados no processo. O ponto central envolve a empresa Maridt Participações, da qual Toffoli integra o quadro societário.

De acordo com o ministro, a Maridt é uma empresa familiar administrada por seus irmãos. Ele afirmou que não exerce função de sócio-administrador. Embora seu nome não constasse em registros públicos, Toffoli reconheceu nesta quinta-feira que é sócio da companhia, explicando que a ausência se deve ao fato de se tratar de uma sociedade anônima de capital fechado.

A Maridt manteve negócios com um fundo gerido pela Reag Investimentos, empresa ligada ao Banco Master. Um dos principais ativos envolvidos na relação é o resort de luxo Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). A empresa da família Toffoli foi uma das proprietárias do empreendimento até fevereiro do ano passado.

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