Sete grandes operações das polícias Civil e Militar no Rio, em 2025, causaram bloqueios em vias expressas como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha. Escolas e unidades de saúde foram fechadas, e moradores ficaram presos em casa durante horas.
As ações aconteceram em áreas dominadas pelo tráfico e miraram criminosos envolvidos com roubo de cargas, armas e veículos, além de chefes das facções criminosas. O saldo inclui mortos, feridos e prisões. Entre as vítimas estão inocentes e agentes dos estado.
31 de janeiro – PM morto e vias expressas bloqueadas após confronto na Zona Norte e Baixada
No dia 31 de janeiro, duas operações simultâneas fecharam a Avenida Brasil e a Linha Vermelha. Motoristas e passageiros precisaram se proteger atrás de muretas durante os tiroteios. Oito pessoas foram presas.
A Polícia Militar atuou em comunidades do Complexo de Israel, como Cidade Alta e Parada de Lucas, além de favelas de Duque de Caxias. Foram apreendidos três fuzis, granadas e drogas. O 1° tenente Marcos José Oliveira de Amorim, de 33 anos, foi morto na comunidade Furquim Mendes, em Jardim América.
A Polícia Civil focou no roubo de cargas no Parque das Missões e recuperou oito veículos.
12 de fevereiro – Tiroteio fecha Linha Vermelha e Avenida Brasil na Cidade Alta
Mais uma incursão das policias Civil e Militar no Complexo de Israel, na Zona Norte, resultou no fechamento das duas vias expressas da cidade. A ação tinha como objetivo capturar Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefe do Terceiro Comando Puro que atua no conjunto de comunidades.
Houve confronto, barricadas em chamas e um helicóptero da PM foi atingido, precisando fazer pouso forçado no Comando Naval da Marinha, na Penha. O piloto saiu ileso. Quatro pessoas ficaram feridas, três escolas da região foram fechadas e o sistema de transporte (ônibus, trem e BRT) foi afetado.
10 de abril – Megaoperação em sete favelas fecha 42 escolas e 6 postos de saúde
A Polícia Militar fez uma operação em sete comunidades da Maré: Vila do Pinheiro, Vila do João, Timbau, Nova Maré, Baixa do Sapateiro, Salsa e Merengue, e Conjunto Esperança. A ação mirou quadrilhas envolvidas com tráfico de drogas e roubo de veículos. Moradores relataram disparos durante a madrugada e o amanhecer. A prefeitura fechou 42 escolas na região e suspendeu o funcionamento de seis unidades de saúde.
Agentes removeram barricadas nas vias internas e reforçaram patrulhamento nas saídas para a Linha Vermelha. Não foram divulgadas prisões ou apreensões.
15 de abril – Operação na Ladeira dos Tabajaras mira assassinos de policial
A Polícia Civil deflagrou uma operação na Ladeira dos Tabajaras, na Zona Sul do Rio, com o objetivo de prender os responsáveis pelo assassinato do policial civil João Pedro Marquini, de 38 anos, que foi morto após reagir a um assalto no dia 30 de março. Cinco pessoas foram mortas (ao menos três eram suspeitos), entre elas o chefe do tráfico local.
Ruas de Botafogo e Copacabana foram afetadas. Veículos trafegaram na contramão na Rua Real Grandeza, e a Rua Pinheiro Guimarães foi interditada.
12 de maio – Linhas Vermelha e Amarela fechadas após morte de chefão da Maré
Thiago da Silva Folly, conhecido como TH, apontado como uma das principais lideranças do tráfico no Rio de Janeiro e chefe do Terceiro Comando Puro (TCP), foi morto na madrugada desta terça-feira (13) durante uma operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, na Zona Norte da capital. A ação provocou interdições em vias importantes, como a Linha Amarela — fechada 10 vezes —, além da Linha Vermelha e da Avenida Brasil.
A operação teve início por volta das 3h da manhã, e moradores relataram tiroteios intensos e incêndios provocados por barricadas colocadas por traficantes nos acessos ao complexo.
3 de junho – PM faz operação no Complexo de Israel
Com o objetivo de reprimir o TCP e evitar disputas territoriais, a PM voltou ao Complexo de Israel. Houve interdições na Avenida Brasil e o fechamento de 17 escolas e três unidades de saúde.
Apreensões incluíram um fuzil anti-drone, acessórios para drones, rádios e drogas.
10 de junho – Megaoperação no Complexo de Israel causa interdições em vias expressas
Uma semana depois, a Polícia Civil retornou à comunidade e fez uma megaoperação, com o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra 44 integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Quatro inocentes foram baleados e 14 suspeitos foram presos.
A ação provocou o fechamento da Avenida Brasil, na altura da Penha, e da Linha Vermelha por quase 1h. Um motorista de ônibus e três passageiros foram baleados. Eles estavam em coletivos que foram alvejados nas duas vias expressas.






