A Polícia Federal obteve autorização judicial para conduzir o ex-deputado TH Joias à Superintendência da corporação, na Região Portuária do Rio, onde ele deve prestar depoimento sobre os desdobramentos da Operação Zargun. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), está preso no local sob suspeita de vazar informações sigilosas da operação que resultou na captura do próprio TH.
Segundo a Polícia Federal, a participação de agentes públicos no vazamento de dados sigilosos “culminou com a obstrução da investigação” conduzida no âmbito da operação.
Suspeita de fuga de TH Joias
A hipótese de vazamento já havia sido levantada no dia da operação pelo procurador-geral de Justiça do RJ, Antonio José Campos Moreira. Ele afirmou que houve “dificuldade” para localizar o ex-deputado.
De acordo com o Ministério Público, TH deixou seu condomínio na Barra da Tijuca na noite anterior à operação, deixando a casa “completamente desarrumada”, o que levantou suspeita de fuga e tentativa de eliminar vestígios. Ele acabou sendo localizado horas depois na residência de um amigo, no mesmo bairro.
Buscas e apreensões
Além da condução coercitiva de TH, a PF cumpriu um mandado de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão — incluindo o gabinete de Bacellar na Alerj — e um mandado de medidas cautelares, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A ação integra as medidas determinadas pelo STF no julgamento da ADPF das Favelas, que encarregou a Polícia Federal de investigar a atuação de organizações criminosas violentas no estado e suas possíveis conexões com agentes públicos.






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