As operações da prefeitura do Rio contra táxis piratas no Carnaval resultaram em pelo menos três veículos lacrados, 13 removidos e 171 infrações. Os números foram divulgados pelo presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Dionísio Lins (PP), que solicitou a intensificação da fiscalização a Superintendência Executiva de Táxis e Transporte Individual (SEET) durante o evento.
Em quatro dias, foram vistoriados 737 veículos nas áreas da Rodoviária Novo Rio, Sambódromo, Aeroporto Santos Dumont, Píer Mauá e Marina da Glória. A ideia era evitar o aumento das irregularidades – comuns nesse período do ano – e que lesam especialmente os turistas que visitam a cidade do Rio. Além da pirataria, Lins argumenta que também é preciso acabar com a chamada “cobrança no tiro”, quando o taxímetro não é utilizado.
“Os flagrantes promovidos pela superintendência para retirar de circulação táxis e carros de aplicativos que combinavam o valor da corrida diretamente com o passageiro, mais conhecida como ‘cobrança no tiro’, deixou claro essa infração”, frisa o deputado, lembrando que no fim de janeiro dois taxistas tiveram a documentação retida por conta dessa prática.
Coordenador da SEET, Nelson Oaquim informou que de janeiro até o último dia de Carnaval foram autuados 12 taxistas fazendo a “cobrança no tiro”. Segundo ele, quando isso ocorre os documentos são retidos e é aberto um processo administrativo na superintendência para, posteriormente, o caso ser avaliado pela Secretaria Municipal de Transporte.
O deputado argumentou ainda que o sucesso das operações depende fundamentalmente do apoio e da integração entre os agentes da SEET, dos fiscais da Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Polícia Militar e da Guarda Municipal. “É essa integração que pode retirar de circulação os falsos taxistas e motoristas de aplicativos”, concluiu.





