Mais de 4,5 milhões de trabalhadores devem deixar de receber o abono salarial até 2030 em razão das novas regras adotadas pelo Governo Federal. Apenas em 2026, a estimativa oficial é de que mais de 559 mil pessoas fiquem fora do benefício. No ano seguinte, o número pode ultrapassar 1,5 milhão.
O abono salarial é pago anualmente a trabalhadores de baixa renda inscritos no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. O valor é financiado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e varia conforme o tempo trabalhado no ano-base, podendo chegar ao equivalente a um salário mínimo.
A principal mudança está no critério de renda. O limite, que antes era de até dois salários mínimos de média mensal, passará por uma redução gradual ao longo dos próximos anos. Além disso, o teto deixará de acompanhar o aumento do salário mínimo e será reajustado apenas pela inflação.
Em 2026, terá direito ao benefício quem recebeu, em média, até R$ 2.765,93 por mês em 2024, o equivalente a 1,96 salário mínimo. A partir de 2027, o limite cairá para 1,89 salário mínimo, com reduções progressivas até atingir o patamar de 1,5 salário mínimo em 2035.
Segundo o Ministério do Trabalho, as alterações devem gerar uma economia de quase R$ 25 bilhões até 2030.





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