O governo do Reino Unido informou neste sábado (9) que enviará o destróier Dragon ao Estreito de Ormuz, em meio ao impasse envolvendo o bloqueio da via marítima pelo Irã há dois meses. A iniciativa integra uma coalizão internacional que busca restabelecer a navegação no Golfo Pérsico.
Liderada por Reino Unido e França, a aliança reúne mais de 30 países com o objetivo de garantir a circulação de embarcações na região. O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, entre Irã e Omã, e concentra cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados no mundo.
O Ministério da Defesa britânico afirmou que qualquer ação ocorrerá apenas se houver condições adequadas, sem novas hostilidades entre Estados Unidos e Irã. O envio do navio ocorre após pressões do presidente americano Donald Trump sobre o primeiro-ministro britânico Keir Starmer. No mês passado, Trump criticou Starmer por não autorizar o envio de aeronaves para confronto com o Irã.
Enquanto isso, uma proposta de paz de uma página apresentada pelos Estados Unidos continua sob análise do governo iraniano. A expectativa americana era de uma resposta até sexta-feira (8), o que não ocorreu até este sábado.
Segundo fontes do governo dos Estados Unidos, a Agência Central de Inteligência avalia que o Irã ainda teria capacidade de resistir ao bloqueio naval imposto por Trump por até quatro meses.
Trump declarou que acredita que o governo iraniano poderá ceder, argumentando que o país teria perdido capacidade militar durante o conflito e que a guerra também afeta a economia iraniana. O presidente americano afirmou ainda esperar que o conflito não interfira na Copa do Mundo, prevista para começar no próximo mês.
O Irã confirmou neste sábado que participará do torneio. A seleção iraniana deve disputar todas as partidas da primeira fase na costa oeste dos Estados Unidos, nas mesmas cidades em que jogará a seleção americana: Los Angeles e Seattle.
De acordo com autoridades iranianas, Teerã apresentou 10 exigências para a participação no evento, incluindo respeito ao hino e à bandeira do país, além de reforço na segurança da delegação. Entre os pedidos está também a concessão de visto para todos os integrantes da comitiva, inclusive para pessoas que já integraram a Guarda Revolucionária Iraniana, classificada pelos Estados Unidos como organização terrorista.





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